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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O mundo é dos robôs?

O
s mercados financeiros, mais especificamente os ativos de renda variável, por sua natureza dinâmica, formam um terreno bastante fértil para inovações e para mecanismos de ganhos de eficiência e de resultados. Além do aspecto "competitivo", que envolve o alcance de objetivos estabelecidos pelos investidores, há também o fascínio decorrente do constante uso de números e de medição de resultados, que estimulam a criação de métodos que acelerem justamente o processo de alcance dos objetivos.

Nos últimos anos, com o uso cada vez mais intensivo da internet e da tecnologia, o mercado financeiro não poderia ficar de fora, sendo inclusive um dos setores de maior avanço e que melhor se adequa às inovações, desde o uso de planilhas eletrônicas cada vez mais elaboradas, passando por plataformas de home broker com inúmeros recursos como os algoritmos, que são, conforme definição da Wikipedia, "uma sequência finita de instruções bem definidas e não ambíguas, cada uma das quais devendo ser executadas mecânica ou eletronicamente em um intervalo de tempo finito e com uma quantidade de esforço finita", e chegando aos chamados robôs.

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O mercado financeiro vai se tornar um mundo de robôs?
Crédito: istockphoto.com
Os robôs são as plataformas operacionais que põem os algoritmos em prática, ou seja, que executam parâmetros de compra e venda de ativos sempre que os preços ali pré-estabelecidos forem alcançados, o que consiste em um mecanismo interessante, prático e potencialmente eficiente de administração e de controle das operações no mercado, especialmente para aqueles que operam no chamado day trade, que é o compra e vende frenético de ativos ao longo de um determinado dia.

De cara, podemos identificar duas importantes vantagens no uso dos robôs: a disciplina para investir, já que bastará estabelecer parâmetros, sem precisar passar horas controlando informações, preso a uma plataforma de home broker, e a isenção de aspectos psicológicos, ou seja, quando é atingido um patamar pré-estabelecido para venda, o robô realizará o lucro sem aquele sentimento de "talvez dê para segurar e ganhar mais um pouquinho", que normalmente resulta em perda da oportunidade previamente pensada, e muitas vezes, em um prejuízo.

Claro que o êxito da atuação do robô vai depender do que for parametrizado para ele, sendo uma facilidade operacional, indiscutivelmente importante, mas que não é ainda um mecanismo de antecipação de tendências do mercado, e por isto requer evidentes cuidados, porque pode-se perder dinheiro mesmo assim.

Há alguns anos já existem empresas oferecendo o serviço de robôs para mercado financeiro, além de que algumas plataformas de corretoras também já permitem o uso destes mecanismos, o que fatalmente vai torná-los comuns, e poderá transformar o mercado de renda variável em grandes "arenas" nas quais triunfarão os melhores robôs, ou seja, os investidores que melhor souberem lidar com esta nova realidade.