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sábado, 22 de abril de 2017

SELIC em queda. E agora?

Q
uem tem acompanhado o noticiário econômico, percebeu que a taxa básica de juros da economia brasileira, a SELIC, passou por sucessivas quedas recentes nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM), do Banco Central, chegando aos atuais 11,25% anuais. Esta é uma tentativa do governo de estimular o consumo e movimentar mais a economia, mas que também interfere na rentabilidade das aplicações financeiras, nos levando a precisar repensar nossas estratégias.

Como o cenário vem mudando, e há uma intenção clara do governo de prosseguir na redução da taxa SELIC ao menos até o final do ano, chegando a 8,5% anuais, um dos possíveis impactos é o redirecionamento de recursos para o mercado de ações em busca de maiores rentabilidades, mesmo assumindo maiores riscos, já que os retornos no Tesouro Direto tendem a acompanhar a SELIC, e conseguir boas rentabilidades com poucos riscos está cada vez mais difícil. Este seria um movimento de migração da renda fixa para a renda variável, ou seja, para outra natureza de investimentos.

Se você não pretende aumentar seu nível de risco, outra possibilidade é a de intensificar suas aplicações em títulos no Tesouro Direito do tipo IPCA, considerando que os títulos pré-fixados (aqueles em que já se sabe exatamente qual é a rentabilidade, por exemplo: 10% anuais) tem apresentado rentabilidades cada vez menores. Então, é um momento em que é melhor assegurar, por exemplo, 5% anuais acima da inflação, já que não há mais títulos com vencimento em 2023 e com rentabilidades brutas acima de 15% anuais, algo que aconteceu no ano passado, por exemplo. Há ainda os títulos SELIC, que asseguram taxa acima da básica de juros, que também merecem ser considerados com seriedade neste momento.

Vale a pena também, para quem dispõe de valores mais elevados, procurar possibilidades de investimentos em CDB, LCI/LCA e debêntures, mas sempre analisando que os ativos de renda fixa como estes que citei agora, adotam a SELIC como um de seus parâmetros de rentabilidade, e certamente passarão por redução dos seus retornos, o que talvez venha a redundar em rentabilidades muito próximas às do Tesouro Direto.

Este momento é interessante para que nos lembremos de que o mercado financeiro é extremamente dinâmico e que para que o utilizemos bem e alcancemos nossos objetivos, é preciso acompanhar e conhecer as alternativas de que disporemos em cada movimento. Além de que, se o país não passar por reformas que realmente criem condições de crescimento da economia sem disparar o "gatilho inflacionário", mais à frente a SELIC vai aumentar novamente, como vem ocorrendo ao longo dos últimos anos, sempre em ciclos.