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domingo, 24 de julho de 2016

Cuidado com o efeito manada!

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o cenário que vivemos na economia brasileira, com tantos fatos e novidades ocorrendo ao mesmo tempo, existe um fator psicológico, que precisa ser levado em conta na hora de investir, que teve muito impacto nos últimos tempos, e continuará interferindo no rumo dos ativos, ao menos nos próximos meses, o chamado "efeito manada".

O "efeito manada" é algo como o popular "Maria vai com as outras", quando as pessoas começam a agir de um jeito basicamente porque outras estão agindo também. Um bom exemplo deste efeito é a bolsa de valores brasileira, como abordei em um artigo anterior (aqui), sobre a variação que a ação preferencial da Vale sofreu entre 29/02/2016 e 08/03/2016, quando subiu aproximadamente 60% até 07/03/2016 e no dia seguinte caiu mais de 12%. Ressalto que o início do ciclo de alta pode ter se dado por alguma informação que estimulava a compra das ações, o que levou a tão acelerada valorização. 

Como o mercado tem investidores e especuladores, estes últimos, ao perceber que já haviam conseguido uma graninha boa em apenas uma semana, entenderam que naquele dia deveriam vender logo suas ações e garantir o que haviam ganho em curto prazo, afinal é assim que agem os especuladores. Assim, o dia da queda de 12% bem provavelmente foi um pregão de realização de lucros, abrindo nova oportunidade de investimento a preços mais baixos.

Observem que nas últimas semanas, a Bovespa apresentou uma sequência de 10 sessões terminando em alta. Com esta informação sendo amplamente propagada nos noticiários, a bolsa de valores volta a ser um investimento atrativo, no qual as pessoas querem investir. Só que, do mesmo jeito que no momento de baixas seguidas eu recomendei cuidado, agora, recomendo a mesma coisa em relação à bolsa, pois a chance de comprar ações caras ou supervalorizadas existe, apesar de que neste momento ainda há ações se recuperando da forte desvalorização que ocorrera antes e ainda estão abaixo do considerado "preço justo".

A forma de lidar com este comportamento, que é natural do ser humano, porque somos gregários e todos queremos fazer parte de grupos e ser aceitos, é pesquisar, planejar e definir estratégias de investimento. Comprar ou vender ações (e demais investimentos) não pode ser um ato aleatório, apenas pelo que se ouve nos noticiários, porque as notícias normalmente contém uma desfasagem de tempo em relação aos fatos e isso requer acompanhamento, não ostensivo, mas pelo menos uma consulta diária ao "sobe e desce" dos valores dos ativos.