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domingo, 15 de maio de 2016

Juros abusivos: Até o Google é contra. Seja você também!

V
ivemos tempos economicamente desafiadores em todo o mundo, e no Brasil não é diferente. O quadro econômico brasileiro, com inflação superior a 10% no ano passado e queda do PIB de quase 4%, em situação de recessão, tem provocado desemprego e por consequência, aumento da inadimplência e do superendividamento das famílias.

Assim, todo cuidado com novas dívidas é pouco e é preciso ser cuidadoso e criterioso quanto ao consumo, para que o endividamento se mantenha sob controle. Estes cuidados valem para qualquer parte do mundo, e foi pensando nisso que o Google adotou uma medida importante, conforme reportagem do site da Revista Exame (aqui), que foi a proibição de publicidade de serviços financeiros nos Estados Unidos que tenham taxas de juros anuais iguais ou superiores a 36%.

Observem que, o Google entende como abusivos os serviços financeiros com taxas anuais a partir de 36%, ou seja, 2,6% mensais. Imaginem então, no caso de muitas financeiras brasileiras, que oferecem crédito sem consulta a sistemas de restrição e sem outros parâmetros de controle de risco de crédito, a taxas mensais de 4% ou 5%! Pena que esta medida do Google limite-se somente aos Estados Unidos, mas com certeza precisamos de algo similar no Brasil. Infelizmente, a escassez de recursos poupados resulta em escassez de crédito, o que impele o mercado a demandar taxas cada vez maiores, e inviáveis para os devedores.

Manter o orçamento atualizado é fundamental
Medidas como esta do Google, além de socialmente responsáveis, são um alento para quem está endividado e precisa ser bem orientado sobre suas condições financeiras, evitando assim, as armadilhas que estão no meio do caminho rumo à independência financeira. 

Mas como o Google ainda não nos fornece este importante benefício, é preciso, portanto, procurar as alternativas mais baratas quando for de fato necessário fazer empréstimos. Porém, o ideal mesmo é manter um controle firme do ORÇAMENTO DOMÉSTICO, esta ferramenta tão importante e tão negligenciada, mas que decidirá se você vai ser financeiramente independente ou não, porque ela informa exatamente como gastamos o que ganhamos, e se estamos gastando de forma controlada.

Os tempos são de austeridade e controle, não só para o Estado brasileiro, mas para as famílias e as empresas também, porque somente assim, fazendo as contas, planejando e estabelecendo prioridades de gastos é que vamos conseguir reunir os recursos necessários para realizar nossos sonhos e para garantir que teremos um futuro mais tranquilo, sem tantos percalços.