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domingo, 3 de abril de 2016

Idade e investimentos: uma importante equação financeira

A
pesar de não parecer, a idade é um fator de análise importante, que o investidor ou quem o esteja orientando precisa considerar antes de tomar decisões. Este fator nos indica também uma coisa importante: a necessidade de revisar periodicamente o planejamento financeiro. Como veremos a seguir, os objetivos e planos de um jovem de 20 anos normalmente diferem muito daqueles que são almejados por um homem de 50 anos.

Segundo o site Infomoney, já foi constatado que as gerações mais novas estão adotando princípios equivocados de investimento e perdendo dinheiro. Um dos motivos é que os jovens desta época, chamados de "Geração Y", tem como uma de suas características básicas a impaciência, algo que não cabe quando o assunto é investimento, ainda mais se falamos do mercado de ações, que por lógica e bom senso, requer longos prazos para chances maiores de bons retornos.

Qualquer formulário ou pesquisa de análise do perfil de investidor considerará a idade como um dos fatores de definição da propensão ao risco. Investidores mais jovens (menos de 30 anos de idade) normalmente não tem filhos e moram com os pais, de forma que podem concentrar mais seus investimentos em renda variável, pois as perdas de curto prazo podem mais facilmente ser revertidas, quando a intenção deste investimento especificamente, é de resgatar o dinheiro para a aposentadoria ou um objetivo que requeira maiores volumes de recursos, como a compra da casa própria.

Mais à frente, é preciso começar a frear o ímpeto de assumir riscos (especialmente a partir dos 40 anos) e direcionar partes cada vez mais significativas dos aportes mensais em investimentos de renda fixa, reduzindo cada vez mais a propensão ao risco. Isto acontece porque os compromissos vão surgindo (casamento, filhos, algumas dívidas, etc...) e a necessidade de estabilidade, especialmente quando ainda somos empregados, aumenta substancialmente. Portanto, precisamos ser mais cuidadosos e buscar retorno em investimentos menos arriscados.

Depois, vem a fase em que começamos a pensar na aposentadoria e em realizar outros projetos, quando normalmente os filhos já começaram a trilhar seu próprio caminho e vamos começar a utilizar os recursos que acumulamos nas outras fases da vida. Aí, o valor a ser mantido em investimentos de risco deve ficar em torno de 5%, apenas com o intuito de conseguir mais algum retorno nos anos seguintes.

Claro que o que citei aqui foi apenas uma trajetória de vida "média", pois cada pessoa tem uma origem, um destino e uma trajetória próprios, de forma que este "roteiro" serve mais para orientar e dar equilíbrio aos princípios de investimento adotados do que para funcionar como uma "fórmula mágica" ou uma "receita de bolo", mas ainda assim, precisamos revisar nosso planejamento com frequência, para que assim alcancemos o equilíbrio e a independência financeira que tanto buscamos.