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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Mercado de ações: junte-se aos vencedores!

O
s pregões da Bovespa no começo do mês passado foram predominantemente marcados por fechamentos em baixa, o que sinaliza uma tendência de venda muito maior do que de compra de ações. Este fato reflete uma evidente perda de valor de mercado das empresas ali cotadas, o que na atual conjuntura, vem ocorrendo de forma generalizada, independentemente do setor econômico, dos fundamentos econômico-financeiros, ou mesmo da gestão de cada uma das corporações.

Entretanto, mesmo diante do cenário econômico nacional, sigo sem entender como pode haver queda dos preços de ações do setor bancário ou prevalência de venda, por ser o setor econômico que inquestionavelmente é o de maiores lucros da economia brasileira. Basta ver reportagem do Uol (aqui), mostrando que, mesmo diante do dificílimo ano de 2015, o Bradesco teve o 2º maior lucro da história dos bancos brasileiros, com mais de R$ 4,3 bilhões (isso mesmo: bilhões!) apenas no 4º trimestre e um total de mais de R$ 17 bilhões ao final do exercício.

E mais: quando observamos qual é a composição do IDIV, que é um dos índices da Bovespa, e que analisa ações de empresas consideradas boas pagadoras de dividendos, tínhamos na carteira teórica de 28/01/2016, 3 bancos listados: Banco do Brasil (por 3 vezes teve o maior lucro entre os bancos do país nos últimos 10 anos), Banrisul e Santander. Os dois primeiros são públicos e deve estar sofrendo, provavelmente, com a mesma descrença e irritação que os entes públicos tem sofrido nos últimos meses, mas o Santander foge a este "problema".

Tudo bem que o Bradesco não está listado neste índice, mas o dividend yield (saiba mais) das ações deste banco, que é a relação entre o valor dos proventos pagos por ação e o preço da própria ação, tem sido de 5% ou 6% nos últimos anos (no Santander, por exemplo, chega a ser de 10%), o que não deixa de ser um bom índice, já que estamos falando de participações sobre os lucros astronômicos daquele que é um dos maiores e mais sólidos bancos do Brasil.

Assim, é plausível pensarmos que, se queremos uma estratégia vencedora no mercado de ações, precisamos nos juntar a um setor vencedor, ou seja, que tenha bom histórico de lucros para remunerar seus acionistas, e no Brasil, não há melhor setor econômico para isso do que o bancário. Esta também ainda seria uma forma de recuperar um pouco do que pagamos de juros (nada módicos) a estas instituições quando contraímos operações de crédito.