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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Crédito: Se for usar, pense e planeje antes...

Q
uando um ente econômico, seja ele uma família, uma empresa ou o próprio governo, tem gastos ou saídas de recursos superiores à sua renda, faturamento ou arrecadação, especificamente, surge um déficit, ou seja, a necessidade de obter recursos extras e fazer face aos compromissos. Há então três possibilidades: cortar despesas e adequar os gastos às disponibilidades; produzir, trabalhar ou arrecadar mais e ganhar mais, ou; contrair crédito.

A primeira possibilidade requer sacrifícios e a depender da natureza dos compromissos assumidos, talvez não possa ser implementada de imediato, requerendo assim, um espaço de tempo para se concretizar. A segunda possibilidade é a mais desafiadora de todas, pois as despesas estão (ao menos em princípio) sob nosso controle, já os ganhos de recursos nem sempre estão sob nosso controle, mas é a solução ideal, que realmente reestrutura o orçamento.

A terceira e última possibilidade, ou seja, contrair crédito, é a que pode ser adotada mais rapidamente, e por isso mesmo, é a que mais preocupa, pois além de não reestruturar totalmente as finanças, pode aumentar o problema, devido aos juros envolvidos. É como já dissemos em outros momentos aqui mesmo neste blog, ou seja, o crédito pode até ser solução para os problemas, mas precisa implicar na formação de uma via para alavancar o orçamento, ou seja, para assegurar investimentos e ganhos.

A tendência para o ano que vem é que o crédito no Brasil torne-se cada vez mais caro, com taxas de juros maiores, haja vista a lei de oferta e demanda, pois há uma crise política e econômica, que prejudica a credibilidade do país junto ao mercado financeiro, um Estado que gasta mais do que arrecada de forma contumaz e crescente, e uma escassez de poupança ou de recursos disponíveis. Este trinômio estimula a elevação das taxas de juros, então, é preciso ter muito cuidado com o uso do crédito, já que será mais difícil de ser pago e terá um potencial de destruição financeira ainda maior em caso de inadimplência.

Estamos trazendo este tema neste momento, porque já foram anunciados ou são esperados aumentos das taxas dos diversos fundings de recursos disponíveis para crédito. E para agravar o quadro, há um número considerável de famílias e empresas brasileiras com altos índices de endividamento. Portanto, priorize outras soluções que não envolvam crédito, mas caso seja estritamente necessário, vai ser importante um planejamento para essa nova dívida, então, pense e pesquise muito bem as alternativas disponíveis.