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domingo, 22 de novembro de 2015

O 13º é seu aliado! Aproveite!

A
cada final de ano, aqueles que são assalariados aguardam por um importante reforço financeiro, que é o 13º salário, ou seja, um salário sem um mês correspondente para despesas corriqueiras. Isto é, uma renda extra que tem o potencial de aumentar nossa capacidade de consumo ou de amortizar dívidas, e consequentemente, diminuir o endividamento, reequilibrando a situação financeira familiar.

Agora é que chegamos ao centro da questão: quando usar o 13º salário para gastar ou para pagar dívidas? A resposta é simples e vai variar de acordo com a situação de cada família. Uma família que está afundada em dívidas e recorre todo mês ao cheque especial, não pode, infelizmente, utilizar o 13º salário para gastos ou para investir, por exemplo.

Se sua família estiver nesta situação que descrevemos acima (torcemos que a sua não esteja), você precisa esclarecer as dificuldades aos seus entes queridos e utilizar este recurso quase que integralmente para o pagamento de dívidas, priorizando as mais caras, que tem taxas de juros maiores e valores de parcelas que tenham grande peso no orçamento doméstico. Mais à frente, explicarei porque falei em "quase que integralmente".

Por outro lado, se sua família está com uma situação financeira mais confortável, não há nada demais um utilizar UMA PARTE do 13º salário para comprar uns presentes de Natal ou fazer uma ceia mais farta. Porém, é importante investir uma outra parte, e assim como aquelas famílias em situação financeira mais delicada, é bom também deixar guardada outra parte do valor.

A partir de agora, você deve estar com duas perguntas que não querem se calar:

1 - Você falou, para ambos os casos, em guardar uma parte do 13º salário, mas não disse o motivo. Qual é a destinação deste valor?

2 - Você não especificou qual percentual do 13º salário pode ser gasto ou não. Como vou distribuir o 13º entre as minhas necessidades?

Para a primeira pergunta, a resposta é: porque daqui a menos de dois meses, inicia-se outro ano, e em Janeiro costuma ocorrer uma concentração de despesas adicionais: IPTU, IPVA, matrículas escolares, material escolar, etc... Se falharmos neste começo, é provável que todo o ano será financeiramente comprometido, além de que, nos casos de IPTU e IPVA, pagar à vista, no começo do ano, normalmente gera um desconto de 5% ou 10%.

Para a segunda pergunta, a resposta é: porque cada família tem um valor de 13º salário a receber e cada família tem valores e composições de dívidas diversas. Portanto, é preciso fazer uma lista das dívidas, ordenar por valor de parcela ou taxa de juros e priorizar as que pesam mais. Assim, você deixa seu orçamento mais leve para começar o ano que vem.

A quem quer (e pode) investir uma parte do 13º salário, minhas sugestões são o Tesouro Direto, que tem rentabilidades normalmente superiores a 12% anuais e/ou os chamados LCI e LCA, que não tem incidência de imposto de renda para pessoas físicas. Fuja da poupança, que há muito tempo vem apanhando da inflação e só invista no mercado de ações neste momento se tiver sangue frio e objetivos de longo prazo.

Por fim, nossa mensagem neste momento é de que o 13º salário é uma oportunidade anual de melhorar sua situação financeira, aproximando sua família da independência financeira ou afastando-a do endividamento crônico. Aproveite esta chance que é dada e faça as escolhas certas! Estamos aqui para ajudar no que for necessário.