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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Enriquecimento Total - 5 anos: o que mudou?

H
oje, o Enriquecimento Total completa exatos 5 anos de existência. Neste período, inúmeras coisas já aconteceram na economia brasileira e no mundo da educação financeira, transformando assim o perfil financeiro dos brasileiros, que de certa forma, estão mais prudentes e mais cuidadosos com relação ao dinheiro, que como sabemos, não nasce em árvores. Há ainda muita inadimplência e prodigalidade, mas estamos avançando, isto é inequívoco.

Quando começamos este blog, o presidente do Brasil ainda era Lula. Depois, Dilma Rousseff começou e concluiu seu primeiro mandato e foi reeleita no ano passado. De lá para cá, o Brasil viveu, por exemplo, anos de baixo crescimento, ou até mesmo de queda do PIB, como ocorreu no ano de 2011. Agora, vive uma recessão, uma pesada crise política, passa por rebaixamentos de rating de agências de avaliação e o brasileiro vive a ameaça do retorno da impopular CPMF, ou seja, um cenário que requer equilíbrio.

O que percebe-se é que o brasileiro passou a buscar mais informação sobre educação financeira. Isto deve-se em grande parte ao aumento do número de veículos dedicados ao assunto, o que também é muito bom e ajuda nesta melhora do nível de informação do brasileiro. Entretanto, antes da atual crise, o brasileiro foi estimulado, e muito, a se endividar e a consumir, como forma de dinamizar a economia. Isto é, as famílias gastaram muito, faltou poupança, e agora, como consequência, é preciso oferecer juros mais elevados. É a boa e velha "lei da oferta e da demanda". 

E assim, fica claro que o centro dos problemas financeiros está mesmo no aspecto comportamental, como já citamos em artigo recente do blog (aqui), mas também não se pode esperar que séculos de comportamento errático e de desordenamento sejam superados em tão pouco tempo. Porém, está evidenciado, por exemplo, que o brasileiro tem buscado investimentos que sejam isentos do imposto de renda, o que denota a sua insatisfação com o destino dado aos recursos arrecadados pelo Estado, mas também demonstra, principalmente, que buscamos mesmo é a maior rentabilidade possível.

Isto acontece, em grande medida, pela taxa SELIC, a mais elevada do mundo atualmente, com 14,25% anuais, que torna o investimento no endividamento do governo algo muito confortável, já que, quase sem risco, temos por exemplo a opção de investir em títulos do Tesouro Direto que rentabilizam IPCA (inflação) + 6%, ou seja, algo entre 15% e 16% anuais, mas sem a volatilidade do mercado de ações. E assim, o governo segue se endividando e drenando os recursos para si. 

Por fim, queremos mesmo é agradecer a audiência que se estende por tanto tempo, ressaltando que permaneceremos buscando contribuir nesta já perceptível evolução, sempre procurando propor soluções e possibilidades para que sua jornada pela independência financeira seja ainda mais curta e bem sucedida. 

Forte abraço,

Equipe Enriquecimento Total