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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Educação Financeira: conhecer e usar

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esta semana foi divulgado o Indicador de Educação Financeira (IndEF) para o ano de 2014 (aqui), elaborado pelo Serasa e pelo IBOPE Inteligência, e calculado desde 2012. Este índice tem como um de seus objetivos ajudar na formulação de "estratégias públicas, privadas e da sociedade civil organizada na implementação de programas que visam a melhorar a relação das pessoas com o dinheiro e os instrumentos financeiros".

O índice tem três dimensões: atitude (24% do peso do índice), conhecimento (26% do peso do índice) e comportamento (50% do peso do índice). No ano passado, em uma escala de 0 a 10, o IndEF 2014 foi 6,0, assim como nos dois anos anteriores. E do mesma forma que nos anos anteriores, o atributo em que os entrevistados tiveram maior desempenho foi conhecimento, seguido de atitude e comportamento, respectivamente.

Assim, o dado mais importante desta pesquisa é que ela indica que as pessoas até detém níveis razoáveis de conhecimento de educação financeira, mas simplesmente não usam esse conhecimento! Isso é impressionante, na medida em que o país passa por uma crise econômica e é em momentos como este que o conhecimento ganha ainda mais valor, pois nos permite definir as soluções que adotaremos para nossas vidas.

Resultados do IndEF 2013 e 2014
Como já abordamos neste blog antes (aqui), este conhecimento está amplamente disseminado em livros e sites, alguns destes gratuitos, ou seja, obter o conhecimento não é difícil. Colocá-lo em prática é questão de atitude e de comportamento. E observem que o comportamento e a atitude valem quase 75% da pontuação total, assim, pode-se dizer que estamos falhando no que realmente importa, nos atributos que de fato nos levam a ter educação financeira. O conhecimento é subjacente, consequência, não causa. 

Enfim, ter conhecimento de educação financeira e não utilizar é um "auto-atentado" e traz prejuízos ao país, que precisa de cidadãos que deem sua contribuição para melhorar o cenário econômico, por exemplo, evitando o endividamento crônico, o consumismo e a inadimplência. E se puderem ir mais longe, fazendo investimentos, aumentando o número de empresas ativas ou aumentando a formação de poupança, que ajudará a reduzir a taxa de juros e tornará os projetos empresariais mais viáveis.

Educação financeira não é para ficar guardada. É para conhecer e usar!