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domingo, 27 de setembro de 2015

Ainda vale a pena investir no Tesouro Direto?

H
oje, estamos chegando à nossa 200ª postagem aqui no Enriquecimento Total. E queremos iniciar este artigo agradecendo por sua audiência durante todo este período e abordando um tema que é uma preocupação atual de muitos investidores, sobre o risco de um possível calote no Tesouro Direto, em função do quadro de crise econômica e política pelo qual passa o governo.

Em função do quadro citado acima, no qual há no horizonte até mesmo a discussão sobre um possível processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff, há muitas dúvidas sobre como ficaria a condução de diversos assuntos do Brasil, inclusive sobre suas dívidas, uma delas, os títulos emitidos através do Tesouro Direto, pelos quais, o Governo Federal capta recursos, e assim financia seu endividamento, tanto para custeio, quanto para investimentos.

Este questionamento já foi abordado em diversos meios de comunicação e basicamente a resposta é a mesma: o risco de um calote, pelo menos para este tipo de dívida ainda permanece relativamente baixo. O motivo é o seu valor reduzido frente a outras dívidas que o Brasil possui, como podemos ver neste artigo da Revista Exame (aqui). O valor que nós, pessoas físicas, temos como credores no Tesouro Direto é inferior a 1% da dívida interna do país, então, não seria esta a dívida para qual se pensaria em um calote de forma mais imediata.

Entretanto, outra questão tem vindo à baila: os investimentos no Tesouro Direto resultam em boas rentabilidades, tendo em vista a forte necessidade de financiamento por parte do Governo Federal e pelo baixo volume de poupança que o país possui. Isto implica, então, em taxas de juros mais elevadas. Mas, seria amoral da nossa parte estimular o Governo a se endividar ainda mais? Sabemos que o peso maior deste endividamento não é para investimentos, e sim para custeio. Para saber mais sobre esta questão, podemos ler este artigo, do educador financeiro André Massaro (aqui).

Apesar das duas discussões que apresentamos aqui sobre o Tesouro Direto, acredito que ainda vale a pena o investimento. A rentabilidade é boa e é possível começar a investir com valores muito reduzidos, o que não seria possível no caso de um LCI ou LCA de qualquer banco, em cima dos quais não incide ainda o imposto de renda, mas exigem valores iniciais mais vultosos.

E de qualquer forma, quanto mais as famílias investirem, maiores serão os volumes disponíveis de poupança e a tendência será de redução da taxa de juros, o que tornaria estes investimentos paulatinamente menos atraentes, mas permitiria que os empreendedores iniciassem empresas com maiores chances de viabilizá-las, gerando emprego e renda.