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sábado, 25 de julho de 2015

Educação Financeira: marque um golaço em sua vida!

N
a edição deste mês de Julho da Revista Placar, há uma pequena, mas interessante reportagem sobre uma faceta até então desconhecida do ex-jogador de futebol e hoje treinador, Silas Pereira, na qual é apresentado o interesse dele pelas finanças pessoais, a ponto de agir como orientador dos atletas com os quais trabalha. Vejamos abaixo, porque esta reportagem é interessante:

O perfil médio de escolaridade do jogador de futebol brasileiro não é dos mais elevados, aliás, bem ao contrário. Além disto, diferentemente do que costuma-se pensar no imaginário popular, pesquisas mostram que a imensa maioria dos atletas profissionais de futebol tem renda de no máximo 2 salários mínimos (exatos 82%, conforme dados de um estudo da CBF divulgado em 2012).

Silas: ex-jogador e hoje treinador
E estamos falando de uma carreira que, de acordo com o próprio Silas, dura em torno de 15 anos, tempo bem inferior ao de duração de outras profissões. Junte-se a isto a instabilidade própria da carreira, com momentos de salários maiores e outros de salários menores, em que há, por exemplo, situações nas quais um jovem "estoura" e sai de uma renda de 1 ou 2 salários mínimos para uma renda mensal de dezenas ou centenas de milhares de reais em coisa de poucos meses. E nem estou falando aqui do risco de lesões que encerrem a carreira antes do previsto. Então convenhamos: é muita coisa em pouco tempo, não é?
  
Aí surgem novos "amigos", mulheres "apaixonadas", oportunidades de "negócios", as festas, etc... No meio deste turbilhão todo, um jovem com pouca formação acadêmica e do qual depende a sobrevivência de sua família. E até onde me consta (torço muito para estar errado), não há nos clubes brasileiros qualquer iniciativa no sentido de aprimorar a educação financeira dos atletas, função esta que quase sempre fica a cargo dos empresários. Tanto é assim, que ainda conforme a mesma reportagem, 25% dos atletas vão à falência depois de um ano (pasmem!) da aposentadoria.  

Porém, iniciativas como a de Silas significam o começo de uma mudança de paradigma, o que é importante pois, como destaca o próprio treinador, um atleta que tem remuneração nominal na casa dos R$ 100 mil, não tem esta remuneração real, mas sim, na faixa dos R$ 30 mil. Isto porque Silas faz uma conta importante e projeta este valor para manter o atleta até o fim de sua vida, ou seja, dentro da expectativa de vida brasileira, hoje na faixa dos 75 anos. Então, pensa-se poder assumir um determinado padrão de vida, quando deveria assumir outro, menos luxuoso. E mais: conforme Silas diz na reportagem, "atleta de futebol não pode errar com investimentos".

Exemplos como o de Silas nos mostram que o controle das finanças pessoais é interessante para qualquer profissional, de qualquer área, porque é um assunto que impacta na vida de todo mundo. Quer marcar um gol de placa, um verdadeiro golaço? Aprimore a sua educação financeira!