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quinta-feira, 12 de março de 2015

Jovem, foque na carreira!

E
m entrevista recente à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (CAPEF), o educador financeiro e autor best seller Gustavo Cerbasi aconselha os jovens recém-chegados ao mercado de trabalho a adiarem o estudo do mercado financeiro e focarem mais no encarreiramento. Segundo ele, jovens com esse perfil, com salários reduzidos e sem terem formado um patrimônio, acabam se tornando "especialistas em multiplicar migalhas". Essa colocação faz bastante sentido.
Vejamos um exemplo simples. Suponhamos que um jovem passe num concurso público para uma empresa federal de economia mista, com um salário inicial de cerca de R$ 1,7 mil/mês, sem contar os benefícios, que geralmente não podem ser convertidos em pecúnia. A depender das despesas que venha a ter após ingressar no emprego, não poderá fazer aportes substanciais em investimentos que gerem bons rendimentos.
Se tomarmos o percentual preconizado por muitos educadores financeiros do quanto devemos reter dos nossos rendimentos para formação de poupança - cerca de 10% - teríamos nesse exemplo o montante de R$ 170/mês para o nosso jovem investir, o que, nas palavras de Cerbasi, o fará "colher pouco e de forma mais demorada". Qual a solução? Investir na carreira, de maneira a acelerar a ascensão profissional e, consequentemente, aumentar o poder aquisitivo, de maneira a poder destinar mais recursos para investimentos.
Cerbasi cita a importância de investir em formação acadêmica e profissional para atingimento dos objetivos do encarreiramento. Muitos cargos de gestão exigem pelo menos uma especialização e o domínio de um segundo idioma. Naturalmente, isso dependerá do cargo a que se pretende chegar. Mesmo em cargos técnicos ou empreendimentos individuais, a atualização/reciclagem de conhecimentos são fundamentais para a permanência no mercado e criação de diferencial competitivo.
Não estamos dizendo aqui, contudo, que o jovem postulante a milionário não deva realizar poupança. Pelo contrário: ele deve começar cedo a cultura de guardar uma parte dos proventos em aplicações conservadoras, afastando de si a sombra do consumismo desenfreado. O carro, a moto, o apartamento próprio, estes podem aguardar um pouco mais, quando nosso jovem educado financeiramente tiver um poder aquisitivo maior, ainda com menos preocupações.
Depois de estabilizar-se profissionalmente no cargo almejado, que lhe renda um bom salário, o jovem poderá partir para o estudo do mercado financeiro e das opções de investimento. Segundo Cerbasi, é importante que o investidor conheça muito bem o setor onde pretende investir, inclusive gerenciando sua própria carteira de aplicações, a fim de estar à frente ao que é oferecido no mercado.
Portanto, para o jovem postulante a investidor, mais importante é capitalizar-se suficientemente para manter-se e financiar seus estudos do que embrenhar-se logo de cara no mundo do mercado financeiro. Estabeleça para si um plano de encarreiramento, de acordo com as normas da empresa onde trabalha, e procure empenhar-se para acelerar a ascensão e aumentar seus rendimentos. Somente depois dessa etapa é que poderá, com segurança e tranquilidade, dedicar-se a conhecer o mercado e seus principais produtos, fazendo a escolha de acordo com seu perfil de investidor. Assim, terá pavimentado seu caminho para a riqueza.
Sucesso a todos!