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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O pequeno grande clube dos Ultrarricos

A
matéria de capa da Superinteressante do mês de dezembro passado chama a atenção por tratar de uma parcela da população mundial onde, creio, todos gostariam de estar: os ultrarricos. Estão nessa categoria todos aqueles com patrimônio liquido maior ou igual a US$ 10 bilhões, sem contar imóveis de residência própria e artigos de coleção, como obras de arte e carros antigos. Segundo a revista, no planeta existem apenas 67 pessoas nessas condições, mas numa pesquisa pela Internet observamos que o conceito varia.
A Business Insider considera que os ultrarricos são todos aqueles com patrimônio acima de US$ 30 milhões. Assim, eles seriam cerca de 211 mil pessoas em todo o mundo, cidadãos de países tão díspares como Sri Lanka, Nigéria e Emirados Árabes Unidos, detentores de um patrimônio estimado em US$ 27 trilhões, ou seja, cerca de 38% da riqueza mundial em dados de 2013. A revista Exame fala sobre os multimilionários, que seriam os possuidores de patrimônio a partir de US$ 10 milhões. Esses seriam 495 mil no mundo todo, sendo 10 mil brasileiros.
Seja como for, o número de pessoas com patrimônio acima de US$ 1 milhão vem crescendo em todos os pontos do globo terrestre, e por diversos meios e vieses. Segundo o artigo da Business Insider, dentre os ultrarricos homens, cerca de 23% enriqueceram através de investimentos e aplicações no mercado financeiro. Já entre as mulheres, 19% enriqueceram - pasmem - através de entidades sem fins lucrativos! Parafraseando um comentarista da matéria, eis a prova cabal de que não é necessário lucrar para ser rico.
A grande questão relacionada aos ultrarricos está na histórica desigualdade de distribuição de renda entre ricos e pobres. O conceito clássico da Economia que estabelece que, dada a escassez de recursos, quem enriquece está retirando daquele que empobrece, aqui se torna ainda mais relevante. Também a Lei de Pareto - como já citei em artigos anteriores, onde 20% da população retém 80% da riqueza mundial - mostra sua força aqui.
Mas é interessante observar que a lista dos mais ricos não permanece a mesma no decorrer do tempo. Tirando a teoria da conspiração que fala sobre os Illuminati e as sete famílias mais poderosas do mundo - e que nem sempre figuram entre as mais ricas, já que não se trata necessariamente de patrimônio, mas de influência e poder, inclusive sobre a economia mundial - o fato é que a riqueza muda de mãos de acordo com a época e os costumes. Os empreendedores/investidores que se mantém antenados com as mudanças são os que conseguem se perpetuar nas listas dos mais ricos.
Também sair da linha de pobreza e até mesmo ascender para os segmentos mais abastados da sociedade depende muito mais de atitudes e realizações, não se acomodar com a situação atual e buscar alternativas quando o senso comum já não oferece mais rotas para o sucesso. É mais fácil subir quando a "locomotiva" está em movimento do que quando está parada
Importa ao educado financeiramente manter-se nesse ritmo de ascensão, mantendo-se informado sobre os movimentos da economia e dos mercados financeiros, buscando sempre alternativas de investimento para a diversificação de portfólios. Já os empreendedores também devem estar atualizados quanto aos mercados em que atuam, inovando quanto ao desenvolvimento e oferta de produtos e serviços, não se contentando com os níveis atualmente alcançados. Diferenciar-se da concorrência e ir além do "feijão com arroz", hoje, é crucial para abocanhar fatias significativas de mercado e ver sua conta bancária ultrapassar a barreira do milhão.
Sejam bem vindos ao clube dos ultrarricos!
Sucesso a todos!