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domingo, 30 de novembro de 2014

Ações: comprar barato para comprar bem

O
momento atual do mercado acionário brasileiro é de muitas oscilações, no qual as cotações das ações sobem e descem com enorme velocidade e mudam de tendência de forma altamente surpreendente. A esses movimentos chamamos de volatilidade, que é aquilo que representa o principal fator de risco neste tipo de investimento, posto que uma decisão tomada na hora errada pode implicar em dificuldades de recuperar o capital investido, ou mesmo resultar em prejuízos.

Entretanto, há como investir de forma relativamente "segura", considerando-se o longo prazo, o que vai nos exigir ter em vista o valor da ação em relação ao valor patrimonial da empresa, comparando o seu valor de mercado (somatória do valor de todas as suas ações) frente ao valor somado de todos os ativos. Fazer isto é tão pertinente como usar um aparelho de GPS para chegar a um local desconhecido, porque ao menos passamos a definir um trajeto, que se for seguido, tem grandes chances de dar certo. 

Quando o indicador "preço/valor patrimonial" (P/VPA) está abaixo de 1, ou seja, o valor de mercado da empresa é inferior ao seu valor patrimonial, é bem provável que a ação esteja subvalorizada e boa para investir. Após esta conta, é preciso buscar mais algumas informações que confirmem se a empresa está em boas condições de investimento, com potencial de valorização e fundamentos econômico-financeiros que sirvam de encorajamento para investir, já que muitas vezes a desvalorização é apenas resultado de um movimento de mercado, em que muitos vendem as ações para retirar seu dinheiro.

Além disto, a depender da empresa (especialmente se for boa pagadora de dividendos), os proventos que remuneram os acionistas e significam um retorno com caráter mais imediato, podem vir em montantes significativos, antecipando o tempo necessário para a recuperação dos valores investidos. Isto tudo consiste em oportunidades de investimentos que precisam ser aproveitadas, já que há empresas que pagam dividendos trimestralmente ou até mensalmente, por exemplo, além dos ganhos de capital, que decorreriam da valorização das ações no momento de sua venda.

Desta forma, existe uma perspectiva de bons ganhos no médio e longo prazo, requerendo uma análise um pouco mais cuidadosa e uma tendência fundamentalista de investimento, que não atribui tanta importância às oscilações de cotação, pois seu detentor não vai comprar e vender ações a qualquer movimento, por saber que assim ele aumentará seus custos com ordens de compra e venda e emolumentos, e desta forma, detonará seus ganhos, que terminarão enriquecendo de fato os donos das corretoras.

Enfim, a pressa costuma ser inimiga da perfeição e apesar de buscarmos ações mais baratas exatamente para potencializar as chances de retorno mais rápido, é preciso ter sempre em mente que investir não é especular, e significa preparar-se para o longo prazo e não dar mais importância às oscilações gráficas das ações do que elas realmente tem.