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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Nem sempre quem ganha mais está melhor...

U
ma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, cujos resultados foram apresentados recentemente, expôs uma realidade inquietante, na qual a inadimplência cresceu entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos (pouco mais de R$ 7.200,00). Nesse estrato da população, aproximadamente 10% das famílias declararam ter contas em atraso.

Entre as famílias com renda inferior a dez salários mínimos, a inadimplência é uma realidade ainda mais concreta, atingindo pouco mais de 21% das mesmas. A se considerar que, de acordo com os padrões estabelecidos por órgãos como o IBGE, as famílias com renda superior a dez salários mínimos são de classe "B" ou até mesmo da classe "A", e que a política do governo brasileiro de facilitar o crédito, visa prioritariamente alcançar as classes "C"e "D", e se possível a classe "E", verifica-se que ainda há uma parcela significativa da população que se perdeu no uso do crédito e está se afundando no endividamento crônico.

A mesma pesquisa mostra que nos últimos doze meses, esses mesmos indicadores diminuíram; pouco, mas diminuíram. Entretanto, como estou falando de parcelas representativas da população, mesmo com esta redução dos indicadores, preocupo-me porque fica claro que ainda há uma visível carência de educação financeira, principalmente para um conjunto de famílias que possui renda um pouco mais elevada e teoricamente, deveria ter mais facilidade em lidar com o dinheiro e deveria ter mais conhecimento de como se organizar financeiramente.

Quero, portanto, ressaltar aqui que simplesmente ganhar mais, ter mais renda, não é necessariamente um sinônimo de situação financeira mais folgada ou de riqueza. Trata-se aqui, somente, de um potencial, de possibilidades. Estas possibilidades ainda tem de ser transformadas em realidade, através da condução correta do orçamento, do controle do endividamento, de evitar gastar mais do que ganha e investir uma parcela dessa mesma renda.

O crédito é, como já apresentamos aqui mesmo no blog, uma importante ferramenta na nossa jornada pela independência financeira, mas pode também atrapalhar, e muito, como tudo em excesso. Mais uma vez, vou defender aqui que equilíbrio precisa ser a palavra de ordem na vida financeira dos brasileiros.