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domingo, 26 de outubro de 2014

Day after das eleições e investimentos: e agora?

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ais uma eleição presidencial encerrou-se no Brasil neste domingo e a Presidente Dilma Rousseff reelegeu-se com ligeira vantagem contra o Senador Aécio Neves. O cenário econômico é de incerteza, já que durante a campanha foi anunciada a demissão do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, além de que a previsão de crescimento do PIB para 2014 é de somente 0,3% frente a uma inflação que deverá ficar em torno de 6,5%, ou seja, a economia encolherá mais de 6% em termos reais. Como investir neste cenário?

Primeiramente, é preciso ter em vista que o mercado de ações passará, provavelmente, por uma forte fuga de capitais, que vai inevitavelmente derrubar as cotações e desvalorizar as empresas. Este momento, que será desastroso para quem precisar resgatar recursos, será também de muitas oportunidades para quem desejar investir. Afora a Petrobras, que além do cenário econômico e político, vive uma onda de denúncias de fraudes e desmandos, acredito que há uma série de ações que podem ser compradas, conforme os especialistas tem indicado. 

Os principais exemplos de investimentos a fazer seriam em ações do Banco do Brasil, Bradesco, Eletrobras, Itaú, Gol, Bovespa e Vale, já que a perspectiva é de fortes quedas para estas ações, tão fortes que amanhã poderá inclusive, haver ocorrências de circuit breaker, o mecanismo que interrompe o pregão durante meia hora, caso o índice Ibovespa caia 10% em relação ao pregão anterior. Se no retorno, a queda se agravar até 15%, a paralisação será de uma hora e se no novo retorno, a queda for até a marca de 20%, os negócios serão interrompidos até segunda ordem. Há quem acredite que já na primeira hora do pregão de amanhã, os negócios deverão ser interrompidos, o que já me obriga a reafirmar que a venda de ações deve ser evitada a todo custo, para que não sejam realizados prejuízos catastróficos. 

Por outro lado, tem quem entenda, como já li hoje, que a manutenção do atual governo não oferece mais do que somente a renda fixa como opção válida de investimento, afinal, a expectativa é de novas altas da Selic, o que torna o investimento em títulos da dívida pública sedutor, pois o risco é basicamente o de um "calote" nas dívidas públicas, o que ao menos em princípio, não parece estar próximo.

E mais: ainda não foi sinalizada qualquer mudança substancial (e necessária) na política econômica, exceto a demissão do Ministro Mantega, mesmo com a quase certeza de que o PIB apresentará crescimento negativo em termos reais, ou seja, em princípio, não há uma evidente vontade política em corrigir os rumos da economia, o que inevitavelmente impacta na avaliação que é feita sobre a viabilidade de investir nas empresas brasileiras.

Para quem achava que a turbulência se encerraria com a eleição, más notícias, o day after está aí e não passará desapercebido. E para quem está procurando oportunidades para investir, especialmente no longo prazo, amanhã começam a surgir as oportunidades...