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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Você já viu um assalariado bilionário?

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Marcelo compartilhou mês passado no Facebook um artigo da Infomoney, baseado no original da Business Insider, com o título Saiba por que você nunca vai ficar rico trabalhando para outra pessoa. Este interessante artigo (quem souber inglês, recomendo a leitura do original) trata de algo que nós, educados financeiramente, já percebemos há muito tempo: ser empregado não vai fazer de você uma pessoa rica e livre. O emprego pode garantir, no curto e médio prazo, o sustento seu e de sua família, mas o prende a amarras invisíveis que, no longo prazo, levam à acomodação e à insatisfação pessoal.
No artigo da Infomoney, um comentarista considerou que o texto era "desnecessário", tendo em vista que existem muitos executivos ganhando muito bem como assalariados e construindo fortunas. Isso é parcialmente verdade. Neste artigo da exGV, estudos realizados pela Associação de Executive Search Consultants (AESC) mostra que os executivos seniores brasileiros são os mais bem pagos do mundo, com média entre os CEOs de mais de US$ 600 mil/ano. Para diretores, a média foi de US$ 243 mil/ano. Eles tem bons/ótimos salários, é fato. Mas todos eles trabalham para fazer outras pessoas - investidores, acionistas, proprietários - mais ricos que eles mesmos.
Outro exemplo: Jack Welch, conhecido executivo norte-americano, ao ser indagado sobre o porquê de não fundar a própria empresa, respondeu que não teria condições de abrir uma que, em curto prazo de tempo, lhe desse rendimentos da ordem de US$ 100 mil/mês. É preciso dizer que, para que Welch chegasse a esse patamar, capitaneou a GE por 20 anos e multiplicou por 10 o valor de mercado da empresa. Que executivo, no curto prazo, consegue fazer isso?
Por outro lado, enquanto Welch ganhava seu salário milionário, os lucros da GE cresciam proporcionalmente, numa razão milhares de vezes maior do que o salário do seu principal executivo. Ou seja, Welch trabalhava para que o conselho de administração da GE e os acionistas majoritários ficassem bilionários, muitos deles sem fazer esforço algum. Welch é rico, isso é um fato. Mas ele não é mais rico que os donos da empresa.
Vejamos agora Warren Buffet. Ele possui sua própria empresa. Ele é um megainvestidor. Ele não trabalha para que outros fiquem mais ricos que ele - sua empresa atende milhares de investidores, mas o bilionário é ele. Da mesma maneira que Buffet, diversos outros empresários, consultores independentes e outros "donos do próprio nariz". E quando se é o dono, o céu é o limite.
O texto da Business Insider assinala quatro motivos pelos quais o assalariado nunca vai ficar rico: 1) o tempo é mais valioso que o dinheiro; 2) não se investe apenas para os dias difíceis; 3) trabalhar para os outros = construir os ativos de alguém e 4) fuja das típicas fórmulas de sucesso. Aquele que busca a típica vida de um assalariado, pensando em ter uma carreira estável em uma única empresa e se aposentando nela, efetivamente vai de encontro com estes quatro itens, que o separam da vida de um investidor de sucesso.
O segundo item, em especial, merece nossa atenção. No artigo, ele aborda o fato de que investir apenas uma parcela do salário - em geral 10%, como defendem diversos autores - não permite adquirir produtos como fundos de investimento que ofereçam taxas de retorno mais expressivas. De fato, os melhores produtos, com taxas de administração menores e retornos maiores, exigem aplicação inicial proporcionalmente maiores, a partir de R$ 50 mil, só para citar um exemplo brasileiro.
Assim, o investimento em um negócio próprio ou em fontes alternativas de geração de renda permite auferir bons retornos aplicando menos recursos, com a vantagem de poder gerenciar seu tempo e definir quando e como trabalhar. Enriquecer, nesse caso, depende única e exclusivamente do seu empenho no negócio, não tendo limites quanto aos rendimentos mensais e anuais.
Naturalmente, nem todos se sentem à vontade para se lançar no mercado sem a segurança de um contracheque mensal. Contudo, com a tecnologia e informações disponíveis a um custo baixíssimo, graças à Internet, não há desculpa de que não tentou por falta de conhecimento ou de infraestrutura para divulgar produtos e/ou serviços. Num próximo artigo, abordarei a iniciativa de um grande magazine nacional em transformar internautas em vendedores de eletrodomésticos a um custo próximo a zero.
Sucesso a todos!