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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Invista, porque o Brasil precisa!

U
ma das poucas certezas que se pode ter quando o assunto é o comportamento financeiro do brasileiro, é que ainda investimos muito pouco. Apesar de que este quadro mudou nos últimos anos, esta é infelizmente, uma falha imperdoável, e como qualquer falha, em qualquer área da vida, traz consequências indesejáveis.

Dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional e transformados em um infográfico pela Folha de São Paulo (aqui), mostram que apenas 14% do PIB brasileiro é poupado, ou deixa de ser consumido. Este é um número bastante aquém do necessário (alguns economistas já falaram em 19% do PIB) e ainda mais distante quando falamos de países em condições econômicas similares, em que suas populações chegam a economizar até 33% do PIB!

As consequências, em linhas gerais, são as seguintes:

1. Há recursos disponíveis na economia (poupados) em nível insuficiente, resultando em uma demanda maior que oferta, ou seja, a taxa de juros cobrada pelos recursos a serem emprestados tende a aumentar, dificultando entre outras coisas, o próprio consumo;

2. As empresas passam a ter mais dificuldades para realizar investimentos e melhorar suas estruturas, pois com as taxas de juros mais elevadas, as taxas de retorno e de viabilidade econômica precisam ser maiores, o que implica em preços mais elevados e, portanto, inflação;

3. Como os investimentos são insuficientes e as taxas de juros na renda fixa estão cada vez maiores, o mercado de ações passa a depender cada vez mais dos recursos externos, que vão e vem, e desta forma oscilam o mercado. Nos momentos de fuga de capital, as ações desvalorizam e nossas empresas passam a ter valores de mercado menores do que seus valores patrimoniais;

4. Esta é a consequência de caráter mais individual: a população não forma patrimônio, permanecendo em um situação financeira devedora, isto é, com dívidas em volume maior do que os investimentos e outras disponibilidades. Em caso de emergência, a família pode "quebrar", sem condições de arcar com todos os compromissos.

Desta forma, é fundamental que conheçamos bem as diversas modalidades de investimentos, pois há razões individuais e também coletivas para que adotemos esta postura. A economia brasileira precisa de nossos investimentos e quanto mais investirmos, pois mais estranho que possa parecer, a tendência é de que possamos consumir mais, pois o custo do dinheiro será menor, mais empresas e mais concorrência surgirão e os preços dos produtos e serviços poderá ser menor.

E mais uma vez: investir é cuidar do nosso futuro financeiro. É assegurar que teremos uma velhice mais tranquila e menos dependente dos filhos e outros parentes, ou dos programas e benefícios do governo. Investir é independência financeira!