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sexta-feira, 28 de março de 2014

Um "novo" Tesouro Direto vem aí...

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uitos autores e estudiosos da área de Educação Financeira defendem que parte significativa dos investimentos para a aposentadoria, aqueles de longo prazo, sejam aplicados no chamado "Tesouro Direto", ou seja, nos títulos da dívida pública brasileira, ou seja, a dívida que financia os gastos públicos e que são o principal ativo da maioria dos fundos de investimento oferecidos por bancos e corretoras.

Essa predileção dos especialistas por este tipo de aplicação decorre do fato de que muitas vezes os títulos tem uma duração adequada para o planejamento da aposentadoria, com taxas de juros que estão bem acima da inflação ou da taxa básica de juros, a SELIC, viabilizando assim que seja adotada a estratégia de aplicar os recursos e esperar o prazo final, no qual os recursos serão devolvidos, acrescidos da remuneração pactuada.

Entretanto, apesar dos benefícios representados principalmente pelos custos reduzidos quando os títulos são comprados diretamente do governo, sem taxas de administração, aumentando a rentabilidade, o número de investidores não tem aumentado significativamente, como o governo gostaria e precisaria, e assim, a captação de recursos do estado brasileiro também não aumenta. Desta forma, foi identificada a necessidade de modificações que atraiam novos investidores e seu rico dinheirinho.

De início, algumas mudanças estão em estudo e deverão ser aplicadas ainda em 2014 (clique aqui), a exemplo da adoção de nomes de fantasia para os diferentes tipos de título, o que seguramente ajudará na compreensão e na decisão do aplicador menos familiarizado de quais títulos escolher para investir. Além disto, produtos novos como os fundos de índice poderão ser oferecidos e outros produtos poderão ser excluídos. As mudanças deverão significar uma revisão profunda e necessária do Tesouro Direto.

Ainda não foi passada nenhuma informação a este respeito, mas é de se supor que como o governo está precisando captar novos recursos, o pacote de mudanças do Tesouro Direto possa vir a oferecer taxas de juros mais elevadas ou outros benefícios que aumentem a rentabilidade, ao menos é o que acontece na lei de oferta e demanda. Um destes possíveis benefícios viria da mudança dos canais de distribuição, já que para bancos e corretoras é evidentemente mais rentável oferecer os títulos da dívida pública via seus fundos de investimento ou através de seus CDBs, e aí, o Tesouro Direto fica em último plano.

A verdade é que, de fato vale a pena gastar um pouquinho de tempo para analisar quais são as opções disponíveis no Tesouro Direto, procurar o banco ou corretora que cobre as menores taxas e investir, ainda mais que todo o processo é feito via internet. No futuro, se aplicadas mudanças, será ainda mais atrativo investir e esta será uma alternativa de investimento quase obrigatória para quem quiser planejar bem a sua aposentadoria.