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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O fio de cabelo, o valor agregado e a concorrência

M
uitos se perguntam qual o segredo das pessoas que se destacam em determinado segmento ou que enriquecem com certa facilidade, enquanto a maioria dos mortais, por mais que façam, não conseguem sair do lugar. Atribuem as causas à sorte, a uma oportunidade e/ou circunstância ou até mesmo a operações fraudulentas ou ilícitas, mas na maior parte dos casos trata-se de um conjunto de circunstâncias controláveis.
Num desses momentos que todos nós temos, de perceber algo que, na maior parte do tempo, nos passa desapercebido, me peguei dando atenção a um fio de cabelo em meio aos vários que existem no meu braço direito. Poderia ser mais um entre tantos, mas esse é diferente: ele é comprido, fino e branco. Além disso, ele não fica curvado como os demais. Tentei puxá-lo para ver se saia, mas está firmemente arraigado na pele, como os demais fios. "Que interessante", pensei comigo.
Não é a primeira vez que aparece um fio assim, mas essa foi a primeira vez que me pus a pensar sobre sua aparição. "Deve haver uma razão e um significado", pensei mais uma vez. Nisso, voltei minha atenção para o braço esquerdo e vi um outro fio. Mas não era branco e fino, mas preto, igual a todos os demais. Entretanto, algo o diferenciava: ele estava afastado dos outros, numa parte do braço onde praticamente não existem outros fios. "Hummm, mais um fio diferente... O que quererá dizer isso?"
Imediatamente associei os dois fios a dois tipos diferentes de empreendedor/investidor: o que se destaca na multidão e o desbravador. O primeiro investe num mercado já consolidado, algumas vezes até saturado, mas se destaca fazendo algo completamente diferente dos demais, tornando-se único em seu setor. O segundo vai em busca de um nicho de mercado não atendido pelas soluções encontradas no mercado, tornando-se líder naquele setor, quase não possuindo concorrentes.
Em ambas as situações exige-se sensibilidade do empreendedor para entender as necessidades de cada mercado em especial, bem como de que maneira, através de sua capacidade e interesses, atender bem aquele nicho escolhido. No caso do "cabelo branco", é necessário que esteja antenado com as tendências do seu setor e até mesmo se antecipe a elas, gerando as próprias tendências. Já o desbravador, a princípio, fica confortável em seu nicho até que outros enxerguem naquela área a possibilidade de auferir resultados e passem a investir no setor. Nesse momento, o desbravador precisará ser um "cabelo branco" para manter-se à vanguarda, liderando o mercado.
Mas, efetivamente, quais os requisitos para ser um "cabelo branco" ou um desbravador? Em primeiro lugar, espírito inovador. Para o "cabelo branco" significa fazer diferente, visando sempre o melhor para o cliente. Para o desbravador, olhar para onde ninguém mais está olhando e enxergar ali uma oportunidade. Um nicho de mercado não significa exclusivamente um setor isolado: pode ser um espaço não atendido dentro de um setor maior. Nesse caso, o desbravador, de uma certa maneira, é também um "cabelo branco" e vice-versa. Um exemplo claro disso está no setor de alimentos, onde grandes players do mercado buscam atender um amplo espectro, enquanto persistem lacunas para produtos específicos, como doces e conservas artesanais, que podem ser atendidos por pequenos empreendedores especializados naquele tipo de produto.
Em segundo lugar, temos o gosto pelo desafio. Para estar à frente no mercado, é preciso fazer o que ninguém mais faz e isso é um grande desafio. Isaac Newton, descobridor da Lei da Gravidade, já dizia que "Nenhuma grande descoberta foi feita jamais sem um palpite ousado". Portanto, nada mais importante para o empreendedor/investidor, seja ele que tipo for, do que aprender a correr riscos.
Seja você um "cabelo branco" ou um desbravador, seja acima de tudo um investidor empreendedor!
Sucesso a todos!