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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Parabéns, você está demitido!

E
xiste um medo corrente entre os assalariados que vez ou outra toma proporções de epidemia, especialmente durante crises econômicas: o medo da demissão. Perder o emprego significa, para muitos, perder o status, a identidade, a renda e até mesmo a razão de viver. Isso é especialmente verdadeiro para os chamados baby boomers, aqueles nascidos logo após a Segunda Guerra. Entretanto, para as gerações mais novas, conhecidas como X e Y, a relação com o trabalho estável é diferente. Eles estão infelizes e isso pode ser bom.
O jornalista Marco Roza, em seu livro "Procurar Emprego Nunca Mais" tece uma análise equilibrada sobre a cultura arraigada no seio do trabalhador brasileiro acerca da dedicação a um emprego assalariado, especialmente no âmbito das empresas privadas. É fato que muitos ainda possuem a ilusão de se aposentar no atual emprego, oferecem os melhores anos de suas vidas em prol da empresa, muitas vezes sacrificando a convivência familiar e os momentos de lazer, unicamente para manter sua renda e, quem sabe, conseguir uma ascensão profissional.
Contudo, no mercado competitivo que temos hoje, essa expectativa não se traduz em realidade na maioria dos casos. A solução, segundo Roza, é encarar a demissão como um destino certo e buscar desde já alternativas viáveis de recolocação no mercado, no caso através do empreendedorismo. É claro que aqueles que preferem permanecer no mercado como empregado em outra empresa podem fazê-lo, capacitando-se ainda mais e desenvolvendo diferenciais competitivos. Entretanto, para aqueles que por um motivo ou outro não conseguem trabalhar esses diferenciais, manter-se empregado ou conseguir um novo emprego torna-se muito mais difícil.
Existe, porém, um outro viés, que é o da realização pessoal e profissional, ligado à cultura geracional do profissional. Este artigo traduzido retrata a situação da geração Y, enquanto que este artigo mostra a realidade daqueles que, como eu, pertencem à geração X. Recomendo a leitura de ambos os artigos, que contextualizam uma realidade que vem tomando corpo desde o início da década passada.
Resumindo, o fato é que as empresas não podem (e não querem) agradar a gregos e troianos. Assim sendo, a sensação de estar preso a regras ou a um ambiente restrito se dará em ambas as gerações, causando o descontentamento e a busca pela felicidade "no mundo lá fora". Apesar da necessidade premente de retenção de talentos, o empregado talentoso sabe que ele pode fazer mais e melhor através de uma empresa que seja literalmente "a sua cara".
Portanto, o empreendedorismo acaba sendo levado em consideração, ainda mais num mercado inundado de crédito fácil e barato, além de uma política pública que timidamente incentiva a abertura de novas empresas. É fato que a burocracia ainda assusta, mas não tanto quanto em décadas passadas. Com o advento do Simples Nacional e a ajuda de um bom contador, é possível ir muito além do que se poderia atrás da bancada de um escritório de terceiros. E fazendo aquilo que se gosta, do jeito que acredita ser o mais acertado para o mercado que deseja atingir.
O educado financeiramente sabe que precisa estar atento a todas as oportunidades de geração de riqueza. Assim, mesmo que viva as agruras das gerações X ou Y, certamente sabe que possui liberdade de ação para promover uma mudança plena em sua carreira. Naturalmente, não o fará de maneira impulsiva, levado pelo calor dos acontecimentos. Entretanto, assim como acontece no gerenciamento de empresas, é preciso que a tomada de decisão seja rápida, para não perder a oportunidade que o levará ao sucesso. Continuaremos a conversar sobre empreendedorismo no próximo artigo.
Sucesso a todos!