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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Fique seguro

O
padrão de comportamento financeiro do povo brasileiro tem peculiaridades bastante interessantes e que saltam aos olhos. Um ótimo exemplo disso é a forma como lidamos com seguros, um produto importante e que apesar de parecer que não, precisa ser parte integrante do nosso planejamento financeiro.

Atualmente, existem seguros para todo tipo de bem que se possa pensar, desde o telefone celular até o bem mais valioso, nossa própria vida. O seguro é, por definição, um contrato em que uma das partes, o segurador, mediante pagamentos comumente periódicos, fica obrigado a indenizar à outra parte, o segurado, em caso da ocorrência de determinados prejuízos do bem segurado, chamados sinistros, em troca do recebimento de um prêmio de seguro.
 
Desta forma, o seguro, que parece tão somente um gasto, na verdade, a depender do bem segurado, pode na verdade consistir em um investimento, ou será que um carro, por exemplo, que custe R$ 50.000,00, pode ser comprado novamente com facilidade? Isto nos mostra que seguro é um elemento que minimiza os impactos dos imprevistos no planejamento financeiro, sendo assim, é a garantia de que na hora dos sinistros, não nos prejudicaremos financeiramente de forma mais seria.

Entretanto, apesar da gama bastante variada de bens que podem ser segurados, é preciso critério e planejamento para escolher o que vai ser garantido via seguro, evitando gastos desnecessários. Por exemplo: será que é mesmo necessário fazer seguro do celular? Há educadores que discordam, entendendo que o valor deste tipo de bem, mesmo se tratando de smartphones de última geração, pode ser pago novamente, mas, há quem argumente que a taxa anual é em média, de 10% do valor do aparelho, além da franquia a ser paga em caso de sinistro, de mais ou menos o mesmo percentual.

O certo mesmo é a necessidade de fazer seguro de vida (ainda que segundo pesquisas, apenas 5% dos brasileiros façam), especialmente para aqueles que são responsáveis pelo provimento financeiro de casa, seguro do carro e da casa, apesar de que, pasmem, ainda há gente que sai da concessionária sem o seguro do carro, isto é, assumindo um alto risco financeiro, ainda mais com o nível de insegurança que assola o Brasil.

Enfim, contratar os seguros necessários é pensar no futuro, no longo prazo, preservando seu patrimônio, assegurando o sustento da sua família e praticando a educação financeira.