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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Poupança X Fundos de Investimento: mais uma batalha à vista...


N
o momento em que se aproxima a data de novas reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central, para definir os rumos da taxa básica da economia, a SELIC, o mercado se ouriça. Isso acontece porque as taxas de juros cobradas pelo crédito e a remuneração de diversas modalidades de investimento se alteram também. A partir daí, as oportunidades de investimento tornam-se mais ou menos atrativas.

Desta vez, o aumento foi um pouco maior, de 0,5 ponto percentual, elevando a SELIC a 9% anuais, e consequentemente aumentando a rentabilidade dos investimentos que se pautam pela taxa básica. Só que esta mudança é um pouco diferente, pois devido ao que determinou o Governo Federal, como a taxa está acima de 8,5% anuais, a remuneração volta a ser de 0,5% mensal + Taxa Referencial (TR). Por outro lado, os fundos de investimento também tendem a aumentar a sua rentabilidade.


Porém, é sempre bom lembrar que se os fundos de investimento tem rentabilidade diária, e não mensal como acontece com a caderneta de poupança, sendo que esta não sofre incidência do imposto de renda, nem de taxa de administração, o que é importante em qualquer situação, ainda mais que estamos falando de taxas que se revelam muito próximas, e exigem uma análise no momento de investir, para que seja obtida a maior rentabilidade.

A caderneta de poupança, pelo retorno da regra antiga de remuneração, gera um retorno de 6,17% anuais, já que a TR é praticamente zero, isto é, para R$ 1.000,00, o rendimento é de R$ 61,68 nos primeiros doze meses, e este valor já é líquido, pois como dissemos, não há IR nem taxa de administração. Em contraponto, para que um fundo de investimento seja uma alternativa mais rentável, há duas alternativas:

1. O período da aplicação será inferior a 30 dias, o que no caso da poupança não gera rentabilidade alguma, pois a remuneração se dá a cada aniversário, e;

2. O fundo de investimento tem rentabilidade líquida superior a 6,17% anuais, o que só é possível se a taxa de administração for inferior a 0,88% a.a, segundo dados de Junho, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA).

O principal problema é que para alcançar esta taxa de administração, em média, é preciso dispor de R$ 50.000,00 para investir, o que não está ao alcance de muitos investidores ou poupadores brasileiros, portanto, ainda torna-se mais importante pesquisar e avaliar antes de aplicar seu rico dinheirinho.