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segunda-feira, 1 de julho de 2013

E agora? A Bovespa não para de cair!

A
Bovespa, a principal bolsa de valores brasileira volta a viver momentos de apreensão, com quedas significativas e aparentemente incessantes, tendo chegado na última sexta (28/06/2013) ao menor patamar de pontos (47.056) desde Abril de 2009. As perdas neste ano já ultrapassaram os 22%, com quedas em todos os meses, e são as maiores registradas em um semestre desde 2008. Muitos investidores devem estar se perguntando: o que eu faço agora?

Antes de sugerirmos o que fazer, vamos primeiro avaliar alguns pontos que, conforme pesquisa do blog, estão provocando este movimento consistente e inquietante de baixa. O primeiro fator que quero comentar é a fuga de capitais estrangeiros, um movimento contra o qual pouco ou nada pode ser feito, já que os Estados Unidos vivem a incerteza da continuidade da política de estímulos públicos à economia e a União Européia continua com seus já conhecidos problemas econômicos, de alto desemprego, altos índices de endividamento, etc..., ou seja, neste momento, o dinheiro que era investido nos países emergentes, principalmente o Brasil, retorna à origem para cobrir déficits de caixa, dando continuidade assim ao fluxo de recursos que se estabeleceu com a crise econômica de 2008, que na verdade, nunca terminou.

O segundo fator é recente e de ordem interna, que são as manifestações, por estas apresentarem não somente as mazelas sociais e da relação estado X sociedade, que de novidade não tem nada, mas também por expor, na visão de analistas, uma falta de habilidade do governo Dilma em lidar com o assunto. Provavelmente, o governo, que tinha avaliação favorável recorde, foi surpreendido com a dimensão e a extensão da pauta de reivindicações do movimento.

O terceiro fator é também de ordem interna, mas no campo da economia, que são os frustrantes crescimentos ou até mesmo decréscimos do PIB dos últimos anos. Para as empresas mais ligadas ao governo, como a Petrobras e a Vale, este fator é um verdadeiro tsunami que diminui seu valor de mercado rapidamente. Conforme o economista baiano Armando Avena, as ações da Petrobras desvalorizaram 12,8% e as da Vale desvalorizaram mais de 40% nos últimos 12 meses!

Outro fator importante, e que nos sinaliza positivamente o investimento em ações é o número recorde deste ano, de mais de 60 IPOs (Ofertas Públicas Iniciais), ou seja, diversas empresas estão abrindo seu capital, tornando-se cotadas e captando recursos em bolsa exatamente neste momento crítico. Esta tendência, no mínimo, significa que há uma predominância do pensamento de que os bons fundamentos das empresas brasileiras justificam o investimento.

Apesar do cenário nefasto e desestimulante, observo como uma "luz no fim do túnel" exatamente esta ausência de referências desabonadoras sobre as empresas brasileiras, à exceção da Petrobras e sua já decantada ingerência política e das empresas do grupo "X", de Eike Batista, o que indica que a gestão empresarial brasileira não é ruim, e portanto, não seria temerário tornar-se sócio destes empresários, mas o momento é de cautela, tanto para quem quer entrar, quanto para quem já tem investimento em ações.