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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Profissional doméstico: o preço a se pagar


C
om as mudanças nos direitos trabalhistas das empregadas domésticas, babás, motoristas e outros profissionais, com certeza muitas famílias brasileiras precisarão repensar aspectos de seu padrão de vida. É inegável que haverá um encarecimento bastante significativo para manter estes profissionais, afinal eles atendem necessidades de consumo das famílias e não de investimento.

Aqueles que trabalham em empresas produzem riqueza a partir de seu trabalho, o que não é o caso dos profissionais domésticos. Mas agora não adianta mais espernear. Agora é preciso fazer algumas contas e verificar se o valor ainda cabe no orçamento ou se é hora de escolher outras alternativas, que mais precisamente são duas: contratar uma diarista ou os membros da família assumirem os afazeres domésticos.

Segundo reportagem publicada hoje no site da ISTOÉ, o custo de um profissional doméstico aumentará de 21% a 60%, a depender da situação e dos benefícios, e estamos falando de uma despesa que tem peso importante na maioria dos orçamentos familiares da classe média. Inicialmente, pode até parecer que não, mas profundas mudanças deverão acontecer: talvez algumas famílias precisem abrir mão das babás e portanto, ou o pai ou a mãe terá de abrir mão do emprego para tomar conta da criança ou usar os serviços das creches.

Ainda conforme a reportagem, uma babá que dorme no emprego e tem salário mensal de R$ 1.700,00, sem horas extras, passará a ganhar R$ 2.057,00 mensais, o que resulta em um aumento de 21% por conta dos custos trabalhistas (FGTS, seguro e INSS). Agora, vem a hora da avaliação: para uma família que tem apenas uma fonte de renda, provavelmente se justificará a dispensa, o que em princípio não se acontecerá para uma família em que o pai e a mãe trabalham fora, a não ser que aquele que vai passar a ficar em casa tenha salário inferior a R$ 2.057,00, como no nosso exemplo.

Ademais, há outro risco que precisa ser considerado pelas famílias que vão manter seus profissionais domésticos mesmo com a aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional): mesmo que o empregador perca o emprego, a demissão do profissional doméstico será considerada sem justa causa, implicando portanto nos custos trabalhistas previstos em lei.

Agora a hora é de pegar a planilha do orçamento doméstico, que temos certeza, foi feita antes e está atualizada, refletindo como entra e como sai o dinheiro da família, e colocar as novas despesas nela, para definir qual caminho seguir, e logo, pois apenas uma semana separa a aprovação da lei da sua entrada em vigor.