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domingo, 24 de março de 2013

Você é capaz de lidar com grandes números?


H
á algum tempo atrás, escrevi em um blog particular – temporariamente suspenso – sobre a importância de saber o que fazer com um montante expressivo de dinheiro, como o prêmio acumulado da Mega Sena, antes mesmo de tê-lo. Ao assistir matérias com postulantes a ganhadores, sempre os ouço falar de “comprar uma casa, ajudar alguns familiares e colocar o restante na poupança”. É um pensamento razoável, mas o que vemos na realidade são milionários instantâneos que instantaneamente perdem tudo o que ganharam. Vejamos o que acontece.
Esta semana estava conversando com um amigo a quem dei o livro “O Mensageiro Milionário”, de Brendon Burchard. O livro trata de forma prática acerca do trabalho de palestrante, seja ele motivacional ou não. Diferentemente de outros livros similares, este fala sobre o montante de dinheiro que pode ser ganho nesse tipo de trabalho. A depender do palestrante, do tema, do público, etc., é possível ganhar muito dinheiro. Como exemplos mais que conhecidos, temos Robert Kiyosaki e o brasileiro Roberto Shinyashiki. Brendon Burchard fala de ganhar milhões de dólares em um seminário de cinco dias.
Pois bem, meu amigo comentou: “ele poderia ter dito que com as palestras se entra em contato com pessoas importantes, etc., que podem ajudar a ganhar milhões de dólares, mas ele já vai dizendo logo que ganhou isso tudo em uma palestra. Fiquei incomodado com isso”. Eu respondi que a intenção do autor foi justamente causar esse incômodo, pelo pensamento “se ele pode, por que não eu também”? Por outro lado, não existe em lugar nenhum uma regra que diga que não se pode ganhar milhões de dólares em uma palestra. Na verdade, o impedimento de sermos milionários está justamente naquilo em que acreditamos como possível ou real.
Nossa cultura ocidental tende a aceitar procedimentos “cartesianos” de que “ao fazer X, terei Y” e que não há escapatória dessa regra, na maior parte das vezes impostas pelo senso comum ou por linhas cientificistas questionáveis. Há muito que o meio científico, graças aos avanços da Física Quântica, vem considerando seriamente a interferência do observador (aquele que vê o experimento científico) na obtenção de resultados, provando que o raciocínio cartesiano é falho e corroborando uma velha máxima do budismo: “O homem é aquilo que acredita ser”.
A maioria de nós se limita a pensar naquilo que consegue ganhar de salário num mês, considerando-o um patamar a ser administrado para a sobrevivência. Definir claramente qual o destino do salário é relativamente fácil para qualquer pessoa – a maioria sabe que pagará despesas com cerca de 90% do que recebe, quando não mais – e o que sobrar ficará em um fundo de emergência para situações inesperadas, como um familiar doente, etc. Mas quando o montante excede em muito os valores costumeiramente recebidos, não há planejamento e o que sobraria acaba escoando em gastos desnecessários.
Portanto, é preciso desde já saber lidar com grandes montantes. Há uma máxima que diz “ganha dinheiro que tem dinheiro”. Isso não é verdade. O certo seria dizer que “ganha dinheiro quem pensa em como ganhar dinheiro” e age conforme esse pensamento. Mesmo quem hoje nasceu em uma família endinheirada, pode perder rapidamente o patrimônio acumulado em anos de labuta da família. Contudo, aquele que pensa em grandes números e estabelece estratégias para consegui-los, tem maior chance de construir um império.
Um exemplo costumeiro nosso, o empresário Eike Batista, é uma pessoa que pensa em grandes números. Colocou como meta ser o homem mais rico do mundo e chegou a ser o mais rico do Brasil. No início, ele chegou a ser corretor de seguros na Alemanha para bancar os estudos da faculdade de engenharia e tornar-se independente financeiramente. Se tivesse se limitado ao que o pai dele, o ex-ministro das Minas e Energia Eliezer Batista, possuía em patrimônio, não seria mais do que um filho de ex-político.
Resumindo, não há nada que impeça uma pessoa de grandes fortunas a partir de atividades corriqueiras, a não ser sua própria autolimitação. Permitir a si mesmo acreditar – para depois comprovar – que é capaz de ganhar mais R$ 50 mil mensais realizando o que gosta, sem necessariamente se matar de trabalhar é um dos passos que o educado financeiramente, que possui visão do futuro, deve alcançar para realizar-se como profissional e como ser humano.
Sucesso a todos!