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quarta-feira, 13 de março de 2013

Balanceamento de carteiras: preserve seu patrimônio


U
ma das questões mais importantes para quem investe é o controle da distribuição dos valores entre renda fixa e renda variável. De forma geral, os investimentos em renda fixa são menos arriscados, pois no ato de aplicar, somos informados da rentabilidade que vamos conseguir, ou pelo menos dos parâmetros que vão definir esta rentabilidade, diferentemente da renda variável, que é sempre uma "caixa de surpresas". A incerteza implica em ganhos maiores nos momentos de alta e perdas maiores nos momentos de baixa.

Nossa preocupação, como disse acima, é equilibrar as duas formas de investimento. No começo, a distribuição dos recursos se dará conforme o perfil de propensão ao risco, que é obtido através de testes, fáceis de encontrar na internet. Entretanto, o tempo passa, novas aplicações são feitas, há ganhos ou perdas e aquela proporção inicial vai se modificar, requerendo então uma correção de rumos. A isto chama-se balanceamento de carteira.

O balanceamento de carteira consiste basicamente em transferir recursos que estão em renda fixa para renda variável e vice-versa, de acordo com estratégias previamente estabelecidas normalmente a partir dos testes de propensão de risco. Portanto, vamos a um exemplo prático, que nos ajudará a entender este conceito:

Suponhamos que um determinado investidor ao fazer o teste, foi informado que o ideal seria manter 90% em renda fixa e 10% em renda variável, portanto, começando com R$ 9.000,00, ele investe da seguinte maneira:

- R$ 8.100,00 em poupança, fundos de investimentos lastreados em títulos do governo e similares;
- R$ 900,00 em ações e outros ativos de renda variável.

Após 6 meses, ele coloca os extratos em uma planilha e percebe que teve ganhos nas duas aplicações, e agora tem R$ 10.000,00, distribuídos da seguinte maneira:

- R$ 8.800,00 em poupança, fundos de investimentos lastreados em títulos do governo e similares;
- R$ 1.200,00 em ações e outros ativos de renda variável.

Percebam que a parte em renda fixa caiu de 90% para 88% e a parte de renda variável aumentou de 10% para 12%, o que pela estratégia inicial vai requerer uma transferência de R$ 200,00, ou seja, 2% da renda variável para a renda fixa.

Este é um exemplo simplificado, pois ao estabelecermos a distribuição, podemos definir margens de extrapolação para que aí sim acione-se o mecanismo de balanceamento. Por exemplo, admitir 2 pontos percentuais como extrapolação, o que no nosso exemplo, ainda não exigiria o balanceamento. Neste caso, se a variação é de 3%, só será necessário transferir 1% (3% - 1%).

Enfim, balancear os investimentos é um processo importante para sua independência financeira, pois assegura que seus recursos se manterão em uma distribuição adequada, compatível com seu nível de propensão a riscos. Vale a pena ressaltar também o cuidado de não realizar este balanceamento a todo momento, pois transferir recursos implica em custos e taxas, que sairão de seus rendimentos.