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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Brasileiros, investir é preciso!


A
s pesquisas e enquetes na internet não tem valor científico, mas servem como indicadores de tendências entre os internautas. Uma delas, que está sendo realizada pelo site Ig, me chamou a atenção a respeito da postura dos brasileiros na relação com o dinheiro, reforçando a minha convicção de que a população ainda precisa, e muito, ser educada financeiramente.

A referida pesquisa trazia a seguinte pergunta: "Quais serão seus investimentos no ano?". E apresentava 6 opções de resposta: "Não tenho dinheiro", "Poupança", "Fundos imobiliários", "Ações", "Tesouro direto" e "fundos bancários". Os resultados, ainda que parciais (9.009 votos), me impressionaram bastante, pois foram os seguintes, no dia de ontem, às 06:20 h da manhã: 

1º) Não tenho dinheiro: 77,11%
2º) Poupança: 23,71%
3º) Fundos Imobiliários: 4,86%
4º) Ações: 3,27%
5º) Tesouro Direto: 3,10%
6º) Fundos Bancários: 2,53%

O primeiro ponto que quero comentar é que, de cada 4 votos, aproximadamente 3 indicaram a opção "Não tenho dinheiro", o que não me parece razoável, considerando-se a evolução dos indicadores econômicos do país. Talvez esteja prevalecendo a desinformação e a cultura altamente consumista em que estamos inseridos.

O segundo ponto a ser discutido é que entre os que afirmaram que farão investimentos há um grande predomínio da Caderneta de Poupança, o que nos revela um perfil altamente conservador, mesmo em um cenário no qual a aplicação mais popular do Brasil está rendendo menos, já que a Taxa Selic caiu para um patamar inferior a 8,5% a.a (estamos em 7,25% a.a.). Não há aqui uma crítica a quem tem um perfil conservador, pois a estes é também possível enriquecer, com a diferença de que provavelmente precisarão de mais tempo.

No atual cenário brasileiro, as maiores rentabilidades deverão vir do Tesouro Direto, possivelmente dos títulos do tipo NTN-B, indexados à inflação e do mercado de ações, mas com muita análise, pois as oportunidades estão mais escassas neste momento, já que uma das chamadas "barbadas", as empresas do setor energético, que costumavam pagar ótimos dividendos, sofrem com as medidas do governo e devem ter suas receitas diminuídas. Outra possibilidade interessante são os Fundos Bancários, incluindo-se os Fundos Imobiliários, mas aqueles que são oferecidos nos "supermercados de ativos", sobre os quais já falamos aqui, devido às suas baixas taxas de administração e também porque não exigem grandes aportes.

Enfim, quem quer ganhar dinheiro, não pode ignorar estas alternativas, até mesmo porque o Tesouro Direto e os Fundos Bancários tem um perfil mais conservador, mas podem oferecer retornos mais vantajosos que o da Caderneta de Poupança. Tudo é uma questão de Educação Financeira, ou seja, informação + atitude. Então, comece a entender como estas formas de investimento funcionam, não use desculpas, nem coloque barreiras mentais em seu caminho para a riqueza. Investir é necessário!