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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A Dieta do Enriquecimento Total - 1


I
nício de ano é quase sempre assim: entre as resoluções de Ano Novo, aparecem as decisões de reduzir medidas, ir à academia, praticar corrida ou ciclismo, adotar hábitos saudáveis, etc. Dentre os hábitos saudáveis, muitos resolvem adotar algum tipo de dieta para auxiliar no emagrecimento ou na manutenção do peso. Assim como a saúde física, a saúde financeira também precisa ter o mesmo tratamento. Afinal, a Educação Financeira é um tipo de dieta, conforme a etimologia grega da palavra, que analisaremos a seguir.
Em uma resposta ao Leonardo Magnavita neste artigo, abordo sobre o significado da palavra dieta, que vem do grego "diaita", significando "modo de vida", "modo de viver". Ou seja, a verdadeira dieta não funciona como um projeto, que tem data de início e de término: trata-se de um procedimento a ser incorporado pelo praticante por toda a vida. Portanto, poderíamos dizer que as "dietas para emagrecer" não são verdadeiras dietas quando utilizadas por um determinado período de tempo, apenas com a finalidade de perder X quilos ou determinada massa corporal. Já a "dieta do sal", praticada compulsoriamente por todo paciente hipertenso, é uma dieta verdadeira pois o hipertenso, geralmente, permanece nessa condição por toda a vida, mesmo com a pressão arterial controlada por medicamentos.
Da mesma maneira, o Enriquecimento Total é uma "dieta", um modo de viver controlando suas finanças a fim de obter liberdade e qualidade de vida. Em nosso livro "Enriquecimento Total", a ser lançado em breve, descrevemos os principais pontos relativos a este método, os quais são características que devem ser aprendidas, apreendidas e tornadas parte da própria individualidade de cada leitor, para que possam ser plenamente vivenciadas. E na vivência do Enriquecimento Total, conseguimos atingir a independência financeira e uma vida com muita qualidade.
Dentre essas características, uma que é comum tanto às finanças como à saúde é a frugalidade. Ser frugal é o contrário de ser consumista; é a pessoa que usufrui por completo de tudo aquilo que possui e se satisfaz com isso. Curiosamente, a frugalidade é uma característica apreciada e incentivada pela maioria dos líderes espirituais do passado e do presente. É comum confundir frugalidade com avareza, mas trata-se de conceitos bastante diferentes.
Esta semana minha esposa pediu-me para comprarmos um novo ventilador, pois o último que adquirimos se espatifou no chão no início de dezembro. Pesquisamos preços nas principais lojas de eletrodomésticos, especialmente aquelas que estavam com preços promocionais, mas achamos os valores salgados. Em determinado momento, disse para minha esposa: "Se é para comprar um ventilador desse tamanho, melhor usarmos os que ficaram na casa da minha mãe". Esses ventiladores vieram com a nossa mudança do Piauí para a Bahia e estavam parados por algum defeito ou simplesmente porque funcionavam apenas em 220v, quando aqui a corrente é 110v.
Após falar isso, minha esposa lembrou de um ventilador grande que ficou na casa, que estava inteiro e apenas precisava de um transformador a partir de 140 w para funcionar. Como em nosso apartamento ainda temos alguns eletrodomésticos trazidos na mudança e que funcionam com transformadores, foi necessário apenas a relocalização dos transformadores para podermos reutilizar o dito ventilador. Com isso, economizamos quase R$ 200 com um equipamento que já possuíamos, mas que iriamos comprar novamente.
Conforme vimos, muitas vezes compramos por impulso, mesmo quando se trata de uma necessidade, sem avaliar se não já temos algo que possa realizar a mesma tarefa, com menos custo. Não se trata de mera avareza, que evita o gasto a qualquer custo, mas sim de utilização plena dos recursos já disponíveis. Isso acontece inclusive nas empresas, quando utilizando os dois lados de uma folha de papel para imprimir documentos. Trata-se de uma suposta "economia de palitos" que pode gerar um retorno significativo se considerarmos a escala.
Até mesmo numa refeição podemos nos pegar cometendo erro semelhante. Estou acostumado a comer mais de 500 g de comida no almoço, mas isso não significa que, se comer menos, terei menos satisfação. Ao contrário, ao comer menos posso ter menos impacto no meu rendimento durante o dia. Hoje fiz esta experiência e me surpreendi ao me satisfazer com 370 g de alimentos no almoço. E isso num momento em que estava como muita fome - o que, psicologicamente, me faria colocar mais comida no prato. Qual o segredo? Ao invés de pensar "vou almoçar", pensei "vou fazer um lanche". Com isso, mesmo num restaurante a quilo, consegui colocar menos comida, sem me influenciar pela fome. Preparei um prato leve e saudável, me alimentei e ainda sai do restaurante com uma sensação de vitória sobre mim mesmo. E paguei pouco!
Da mesma forma, adote um consumo racional no seu dia a dia. Se possui um smartphone que lhe permite acessar a Internet, ouvir música e jogar, e ele ainda está totalmente funcional, não há necessidade de trocá-lo por um outro, apenas por conta da marca ou do sucesso que faz no mercado. O mesmo vale para uma casa, um carro, um aparelho de som ou um refrigerador. Considere sempre o custo-benefício da aquisição de um produto novo ou do aproveitamento pleno do antigo, a fim de evitar imobilização desnecessária de dinheiro.
Sucesso a todos!