InícioBlogEventosVídeosOs autoresContatoRecomendamos

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O risco também faz parte

N
os últimos tempos, o bilionário empresário brasileiro Eike Batista tem chamado a atenção pela progressão de seu patrimônio e por ter passado a figurar entre os 10 homens mais ricos do mundo. O sucesso é por si só um chamariz infalível, muito mais poderoso se estivermos falando de sucesso financeiro. Além disto, some-se o fato de tal sucesso ter ocorrido no Brasil, onde há ainda tantos pobres e tantas pessoas com baixos níveis de educação financeira.

Pois o que a maioria das pessoas não leva em conta são os riscos que ele correu (e ainda corre) para superar os limites e obstáculos em sua luta para se tornar o homem mais rico do mundo. Para chegar ao atual patrimônio, de R$ 30,26 bilhões, ele precisou empreender em atividades que poucos considerariam factíveis de dar retorno, convencer outros investidores para poder captar recursos para projetos que estavam somente "no papel" e ousar no mercado de ações.

E no que isso implica? Implica em uma máxima do mercado financeiro que nos mostra que "quanto maior o risco, maior a rentabilidade", mas também maiores as perdas em caso de concretização dos riscos, e isto aconteceu com o Eike Batista, pois seu patrimônio já foi ainda maior, posto que ele sofreu severas perdas (R$ 13,8 bilhões) na bolsa em Junho deste ano, devido à queda de desempenho de uma de suas empresas, a OGX.

O que quero dizer com tudo isso é que o risco faz parte do planejamento financeiro (e de tudo na vida), e que cabe a cada um definir seus objetivos e verificar o quanto de risco quer correr. Eike Batista jamais teria qualquer chance de cumprir o seu objetivo de ser o homem mais rico do mundo, ou mesmo de figurar entre os 10 mais ricos, apenas aplicando dinheiro na poupança, sem assumir riscos.