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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Buscando novos caminhos

S
empre que se fala da necessidade de reequilibrar as finanças familiares ou de começar um planejamento financeiro para cumprir os nossos objetivos de vida, principalmente a aposentadoria, o primeiro ponto que é avaliado é o orçamento e é exatamente por este ponto que tudo começa. Como já foi dito aqui neste blog, o orçamento é o elemento principal para alcançar a independência financeira e dele decorrem as possibilidades de investimento e de formação de patrimônio.

Entretanto, há basicamente um único padrão de análise dos orçamentos familiares, que quando confrontado por um orçamento familiar deficitário, ou seja, em que a família gasta mais do que ganha e entra no cheque especial ou na inadimplência, propõe somente uma solução: cortar gastos. Claro que ninguém de bom senso pode negar que esta é sim uma solução válida para o problema, mas trabalhar o orçamento doméstico exclusivamente por esta ótica tem suas desvantagens:

- Medidas mais radicais se aplicam apenas para o curto prazo. Cortar despesas dá resultado imediato, mas é preciso mais, é preciso educação financeira para manter o equilíbrio e restabelecer o padrão de vida perdido depois de superado o momento crítico;


- O simples corte constante de despesas significa queda no padrão de vida, algo que não é o que desejamos;


- O efeito psicológico de simplesmente cortar despesas sem previsão de reversão pode ser de derrota e desânimo;


A outra proposta, que normalmente não é apresentada, pois implica muito mais para o longo prazo é a de aumentar a renda familiar ao mesmo tempo em que os gastos são revistos de forma cuidadosa, com cortes que atinjam o maior número possível de despesas, para que o impacto em cada uma delas seja reduzido, com efeito psicológico mais ameno.

A junção das duas é a combinação mais eficiente para que as pessoas encontrem o caminho da independência financeira, pois ao mesmo tempo em que combate o desperdício, os gastos desnecessários e a ineficiência, estimula a criatividade e o empenho para que busque-se uma renda maior, seja com uma mudança de emprego, ou com a melhoria no currículo para almejar uma função mais elevada no atual emprego, ou no desenvolvimento de atividades empreendedoras.