InícioBlogEventosVídeosOs autoresContatoRecomendamos

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ouro de Tolo

A
volta das férias sempre traz aquela sensação de “quero mais”, de que poderia ter aproveitado melhor o tempo, de que tinha mais coisas importantes a fazer, e de que o trabalho atual é um empecilho à nossa liberdade. Em verdade, creio que todas as pessoas desejam mais liberdade para poder fazer o que gostam. Marcelo inclusive abordou o assunto em nosso livro, a ser lançado em breve. A Educação Financeira parte, em princípio, desse desejo, quando ensina a utilizar o dinheiro de forma a proporcionar essa liberdade.
Todos desejam mais qualidade de vida. O trabalho tradicional, realizado em escritórios, com jornadas determinadas de X horas diárias, não nos permite essa liberdade. Alguns empregos inclusive impedem que o trabalhador tenha uma outra fonte de renda, seja uma empresa ou outro emprego, ainda que em horário diferenciado. Isso reduz sensivelmente a possibilidade deste trabalhador alcançar a independência financeira, pois apenas o salário, ainda que em valores expressivos, é insuficiente para torná-lo um milionário, como aponta Robert Kiyosaki em “Pai Rico, Pai Pobre”.
Uma grande parcela da nossa população foca seus objetivos de vida profissional em termos de um emprego estável com um bom salário. Mas, como disse Raul Seixas na música que dá título a este artigo, isso é “uma grande piada e um tanto quanto perigosa”. Um grande piada no sentido em que nos enganamos com uma falsa sensação de conforto proporcionada apenas pela satisfação de necessidades imediatas, as quais podem aumentar vertiginosamente em qualquer fase da vida – casamento, filhos, velhice – e perigosa porque a acomodação nos leva a um estado de letargia que, em um momento crucial, nos impede de dar a volta por cima. Ficamos como sapos hipnotizados pela cobra, no momento do bote. Devemos sempre ter um “plano B”, algo que nos proporcione segurança independentemente se estamos empregados ou não. E o trabalho possa ser exercido pelo prazer de trabalhar, e não pela necessidade de um salário.
Todos nós temos “uma porção de coisas grandes pra conquistar” e, parafraseando o profeta, “não podemos ficar aí parados”. Isso inclui uma boa dose de coragem, como vimos nesse artigo. Coragem para abrir mão da zona de conforto, encarar e superar os próprios limites, testar outras áreas de atuação, outros nichos, ampliar a rede de relacionamentos, acessar outras pessoas, com outras visões acerca dos negócios e do mercado. Investir tempo e dinheiro em um projeto ousado, meticulosamente planejado, e construir um plano de negócios consistente. Ao explicar sobre os quatro tipos de pessoas, dispostas em um quadrante, Robert Kiyosaki esclarece que apenas conseguem enriquecer os criadores de grandes empresas, que contratam pessoas para trabalharem para elas, e os investidores, que fazem o dinheiro trabalhar para elas. São pessoas que exercem muito mais o trabalho intelectual do que o braçal, ao contrário daqueles que geralmente não enriquecem.
Em outras palavras, enriquecer depende mais do que você planeja e constrói na mente do que o esforço que você dispensa. Como disse Wallace D. Wattles, isso não depende da sua cultura, dos cursos que realizou ou da sua experiência profissional, muito menos de ter nascido em uma família rica. Depende muito mais da sua capacidade de idealizar um objetivo e agir de acordo com ele. E da crença que possui em sua prórpia capacidade de concretizar seus sonhos. Mesmo a ideia mais tola pode ser a semente de um negócio de bilhões de dólares. O que não vale nada hoje, pode valer uma fortuna daqui a 20 anos.
Ouro de Tolo era o nome dado em tempos antigos à pirita, também conhecida como marcassita. Era assim chamada devido a sua coloração, semelhante à do ouro, o que enganava os incautos. A verdadeira marcassita, como encontrada na natureza, não se presta à joalheria, pois é muito frágil e costuma se desmanchar em pó. Já a pirita é a forma mais estável: pode ser lapidada e, portanto, é usada para confeccionar anéis. É muito fácil de encontrar, em relação ao ouro, e existe em todas as partes do planeta.
Podemos nos contentar com o brilho do ouro de tolo, mas para enriquecermos precisamos encontrar ouro verdadeiro. Isso exige um pouco mais de esforço, coragem e determinação. Imbuir-se de espírito aventureiro e inovador também é importante nessa empreitada. Abrir mão da situação atual, afastar-se de pessoas que não contribuem, lançar-se em terreno completamente desconhecido, contar única e exclusivamente consigo mesmo, tudo isso pode ser necessário. Contudo, as recompensas podem realmente valer o sacrifício e vir de uma maneira relativamente rápida.
Mas a oportunidade da ideia não pode ser desperdiçada. Conforme nos ensina o prof. Masaharu Taniguchi, “o momento é agora”! Não existe outro momento para agir, pois o passado não existe mais, o presente logo se torna passado e o futuro ainda não chegou. A boa ideia deve ser colocada em prática imediatamente, pois seu prazo de validade é bem curto. Isso não significa deixar de planejar, de colocar a ideia no papel e seguir a esmo. Planejar e idealizar fazem parte do processo. Após esta etapa, coloque o plano em ação, resolutamente, sem se permitir voltar atrás na decisão. Se algo der errado, é sempre possível recuar, mas nunca aja pensando no recuo. Não se permita ser covarde. Pra frente é que se anda!
Descubra o veio de ouro verdadeiro que existe dentro de você! Não se acomode! Inove! Aja!
Desejo muito sucesso a todos!