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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Os oito atributos da mulher rica – 5

D
ando continuidade à série de artigos baseados no texto de Suze Orman, trataremos do quinto atributo da mulher rica, que é a Felicidade.
Definir a felicidade é uma tarefa das mais árduas, dada a subjetividade da palavra, do que ela representa para cada um de nós. Para uma pessoa, felicidade é ter muito dinheiro e poder usufruí-lo com liberdade. Para outra, a felicidade é a soma dos momentos felizes vividos ao lado de quem se ama. Para uma terceira pessoa, felicidade é a realização pessoal e profissional. Enfim, podemos dizer que há uma definição de felicidade para cada ser humano vivente na face da Terra.
Entretanto, podemos considerar a felicidade, a grosso modo, como um estado de satisfação e plenitude. A pessoa feliz sente-se satisfeita com aquilo que está vivenciando e não almeja mais nenhuma outra coisa naquele momento. Diz-se que nós, seres humanos, somos eternos insatisfeitos. Em outras palavras, estamos em constante estado de carência, seja ela material ou metafísica. Entretanto, existem momentos em que sentimos plenitude e paz interior e procuramos, de todas as maneiras, perpetuar este estado de graça. No fim das contas, tudo o que fazemos visando ao nosso bem estar e ao dos nossos entes queridos é a nossa “busca pela felicidade”.
Suze Orman esclarece que a felicidade é um atributo essencial à verdadeira riqueza. Sentir-se carente é por demais perigoso, diz ela, porque conduz a decisões que nem sempre levam em conta nossos interesses de longo prazo. Por exemplo, o leitor costuma fazer suas refeições ou compras em supermercados quando está com muita fome? Se sim, deve ter reparado que, nessas ocasiões, tendemos a colocar muita comida no prato ou comprar mais gêneros alimentícios do que o realmente necessário. A repetição desse processo levará a uma consequência desagradável na silhueta e no bolso. Da mesma maneira, outros tipos de carência podem nos levar a tomar decisões erradas – um relacionamento do qual podemos nos arrepender mais adiante, um investimento mal sucedido quando se pensava avidamente em enriquecer rápido, uma compra desnecessária, etc.
Sendo assim, o educado financeiramente deve buscar manter-se em harmonia, alimentando bons relacionamentos humanos e racionalizando seus impulsos por consumo. O exercício da felicidade está na prática dos quatro atributos anteriores: harmonia, equilíbrio, coragem e generosidade. Quando devidamente aplicados no seu dia a dia, a satisfação interior será uma consequência natural e não haverá espaço para sentimentos de carência. Assim, torna-se mais fácil controlar as ações impulsivas e as decisões do cotidiano podem ser tomadas com maior assertividade. Abrir-se-á, então, a oportunidade para a manifestação do sexto atributo, a Sabedoria, que veremos no próximo artigo.
Como vimos, ser feliz não depende necessariamente de uma condição material ou imaterial específica, mas sim de um estado de espírito de plenitude. Parece uma circunstância mística ou obscura, mas na verdade, como já tratou o Marcelo em outro artigo, é corriqueira e praticamente nada custa. É interessante observar que a autora não colocou a Felicidade como o último atributo, como se este fosse o objetivo supremo de todos nós, mas como um degrau que segue logo após a Generosidade e atrás da Sabedoria. A prática da Generosidade, em si, traz uma grande satisfação pessoal. É gratificante poder auxiliar as demais pessoas a atingirem seus objetivos de vida e poder ver neles sorrisos e olhares de esperança. E mesmo que você não receba isso em troca, o sentimento de dever cumprido, de ter feito a sua parte, é um grande lenitivo para a alma. Como diz Suze Orman, “quando estamos felizes, encontramos alegria pura na vida”.
Portanto, se o leitor ainda não se considera feliz, procure descobrir, como orienta a autora, os pontos de desequilíbrio e conflito em sua vida. Uma vez descobertos, procure corrigi-los. Caso considere a tarefa difícil para ser realizada sozinho, procure ajuda. O equilíbrio no seu mundo pessoal se refletirá na sua conta bancária. E a felicidade que encontrar pelo caminho será o indicativo da sua prosperidade material e espiritual.
Por fim, podemos resumir que Riqueza tem muito mais a ver com Felicidade do que com dinheiro e patrimônio. Sentimentos harmônicos, vida equilibrada, coragem para enfrentar o dia a dia e generosidade para com os semelhantes são a receita para um viver feliz, um viver verdadeiramente rico.
Sucesso a todos!