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segunda-feira, 2 de julho de 2012

O abismo do crédito


T
em circulado na televisão uma propaganda, de uma certa financeira, que se propõe a oferecer crédito fácil e sem burocracia, com destaque para cenários bastante coloridos e festivos, além de atores sorridentes. O que tanta alegria, tanta festa e tantos sorrisos não mostram é que esta financeira está na verdade, apresentando ao público o caminho do abismo financeiro, o caminho mais fácil para que o crédito deixe de ser algo bom para se tornar uma penitência cruel.
 
Quem acompanha nosso blog deve lembrar do destaque que já demos anteriormente aos excessos na oferta de crédito no Brasil, entendendo porque tanta oferta é ameaçadora aos orçamentos familiares. Quem ainda não acompanha, pode ler os Artigos Relacionados, que são citados abaixo, e entenderá do que estamos falando, que é exatamente da necessidade de utilizar sim o crédito disponível, mas sempre pesando os encargos, as taxas de juros e avaliando a real necessidade do crédito.

Antes de contrair dívidas, precisamos pensar se realmente precisamos daquilo que vamos adquirir, precisamos pensar se não temos condições de adquirir à vista e também se não estamos excessivamente endividados. Uma vez feitas estas ponderações, as chances de se perder com as dívidas diminuem muito.

Mas voltando ao caso da financeira, você pode estar perguntando: "qual é mesmo o problema deles?" O problema é que eles chegaram agora ao cúmulo de oferecer crédito mesmo para quem não tenha margem de endividamento! Não importa que já se esteja muito endividado, eles concederão crédito (ao menos é o que prometem na TV), e tenha certeza, as taxas serão caras, pois quem buscará esta financeira não tem mais como obter empréstimos e se submeterá a regras leoninas.

Pior que estas financeiras só mesmo os agiotas e é tentando evitar que as pessoas cheguem a tamanho nível de degradação financeira é que defendemos tanto a educação financeira, o equilíbrio, o controle orçamentário e o uso racional do crédito. Ninguém progride afundando em dívidas.