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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Dinheiro e felicidade: existe relação?


D
inheiro não traz felicidade, pelo menos é o que diz um velho ditado popular, que tenta definir a exata medida da importância do dinheiro, ou talvez tente diminuí-la. Outros adaptam o referido ditado e dizem que "dinheiro não traz felicidade, mas manda buscar", tentando expressar em sua opinião qual é a importância do dinheiro e até mesmo que só quem não tem dinheiro não relaciona-o com felicidade.
Tanta discussão já estimulou inclusive a realização de estudos acadêmicos que correlacionam dinheiro e felicidade, ou dinheiro e sensações positivas, sensações de recompensa, tal qual uma pesquisa feita por um instituto de pesquisa americano (clique aqui) que concluiu haver um nível mais alto de satisfação com a vida em uma faixa de renda não tão elevada (50.000 dólares anuais). Sinceramente, tenho minhas dúvidas se a contribuição do dinheiro para a felicidade pode ser medida, e caso possa ser medida, se 50.000 dólares anuais, nos Estados Unidos, são suficientes para assegurar nível máximo de felicidade proporcionada pelo dinheiro.
A reportagem apresenta um aspecto importante: somos seres comparativos, alguns de nós mais e outros menos, mas o meio que nos cerca interfere na forma como relacionamos dinheiro e felicidade. A pesquisa foi feita nos Estados Unidos, mas acho este aspecto altamente aplicável ao brasileiro, conforme li esta semana em uma reportagem da revista Você S/A, já que a prosperidade para os latino-americanos tem mais a ver com competição do que com multiplicação, considerando-se há o conceito de que a riqueza teria limites, não sendo suficiente para todos.
Desta forma, entendo que por mais que queira-se medir a relação entre dinheiro e felicidade, só há um consenso: quando não conseguimos atender nossas necessidades básicas (saúde, alimentação, educação, vestuário e habitação) não há como sermos verdadeiramente felizes. O mais é relativo e reflete realidades diferentes e pensamentos diferentes, ou não haveria Larry Ellison, presidente da Oracle, uma das empresas mais importantes do mundo da área de informática, que declarou uma vez que dinheiro não fez mais diferença para ele depois que acumulou um patrimônio de US$ 1 bilhão.