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domingo, 6 de maio de 2012

Quem ri por último, ri melhor...


E
o mundo das finanças continua dinâmico, ainda mais em um país sempre surpreendente como o Brasil. Entretanto, hoje não vamos falar de algo que seja exatamente uma surpresa, mas sim de uma perspectiva que hora parecia um pouco mais próxima, hora parecia bem distante, e que agora está mais perto do que nunca de se concretizar. Estamos falando das mudanças nas regras de rentabilidade da caderneta de poupança, a mais popular aplicação do povo brasileiro.

A poupança, que há muitos anos está rendendo TR (Taxa Referencial) + 0,5% a.m. (o que equivale a TR + 6,17% a.a.), vai passar a render menos, quando a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, passar a ser igual ou inferior a 8,5% a.a. (hoje já está em 9% a.a. com tendência de novos cortes), pois se não houvesse a alteração, quando tal cenário se tornasse realidade, haveria uma fuga em massa de recursos investidos em títulos da dívida do governo atrelados à Selic e dos fundos de investimento dos bancos, para a poupança. E isto não interessa ao governo, que perderia uma importante fonte de financiamento, justamente no momento em que poderá pagar menos juros e melhorar seu orçamento. Como se não bastasse tal interesse, o setor bancário, de forte influência nos rumos políticos do país, também perderia receitas, pois não há taxa de administração na poupança.

A nova rentabilidade da poupança, neste cenário, será de TR + 70% da Selic, o que evidentemente resultará em menores rentabilidades, e na manutenção da menor capacidade da poupança em atrair recursos. Entretanto, a mudança só vale para as novas cadernetas, isto é, para as antigas cadernetas, a regra continuará a mesma em qualquer situação, portanto, para quem já está lá, o melhor a fazer é mantê-la, pois poderá chegar um momento em que a poupança (quem diria!!!!), com a sua atual remuneração, antes considerada reduzida, será uma das melhores aplicações! O mundo dá muitas voltas e quem ri por último, ri melhor...

Além disto, conforme os números apresentados pelo educador financeiro André Massaro há poucos dias no Facebook, a tendência é de cada vez mais haver a diminuição da rentabilidade das aplicações "sem risco" no Brasil, assim como já acontece nas economias desenvolvidas, e até em muitas que não são tão desenvolvidas assim. Quem quiser ganhar muito, precisará inevitavelmente assumir os riscos do mercado de ações e esquecer os tempos com Selic acima de 40% anuais, onde ganhava-se muito com pouco risco. Cada vez mais valerá a pena começar a investir cedo! Pense nisso...