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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Os oito atributos da mulher rica – 3


A
pós um breve hiato, daremos continuidade à série de artigos sobre os atributos da mulher rica. Já falamos sobre a Harmonia e o Equilíbrio, falaremos agora sobre a Coragem. Segundo Suze Orman, coragem é “a capacidade de enfrentar o perigo, a dificuldade, a incerteza ou a dor sem sentir medo de ser desviada do curso de ação escolhido”.

Assim sendo, a coragem tem a ver com a capacidade de enfrentar suas incertezas e pré-conceitos acerca dos seus relacionamentos, tanto com o dinheiro/patrimônio, como com as pessoas. É a capacidade de manter uma decisão em relação a concretização do seu ideal financeiro, haja o que houver, doa a quem doer. E tenha certeza: irá doer em alguém.
Há alguns anos conheci uma jovem professora universitária, que chamarei aqui de Maria. Ela é a mais velha de três irmãos e a única que concluiu os estudos. O irmão do meio casou-se mas ainda vive com a mãe idosa e o mais novo, também casado, trabalha em um hospital. Maria também casou-se e teve dois filhos, uma adolescente e um garoto de cinco anos, mas recentemente separou-se do ex-marido, que praticamente vivia às custas dela. Ela era quem sustentava a casa e ainda dava vida boa ao marido, que arranjou amantes. Ao descobrir que estava sendo ludibriada, tomou a atitude de pedir o divórcio.
Se a história acabasse aqui, não seria nada demais. Mas o problema mesmo veio depois disso. Depois de separar-se, Maria passou a receber mais frequentemente pedidos de ajuda financeira dos irmãos, além de já ter responsabilidades com a mãe idosa. Ou seja, ao livrar-se de um dependente, arranjou mais dois. Mesmo trabalhando em duas faculdades, o dinheiro não dava conta de tanta despesa e tanta “filantropia”.
Muitas são as mulheres que vivem histórias semelhantes a da profa. Maria. E isso geralmente acontece porque elas sabotam a si mesmas, trazendo para si a responsabilidade pelo bem estar do outro. Em alguns momentos isso é válido e importante, mas precisamos ter a sensibilidade e o cuidado para perceber quando se trata de algo realmente benéfico para si e para o outro – como veremos no próximo artigo – ou se não estamos alimentando um estado de dependência naqueles que nos cercam. Se este for o caso, precisamos ter coragem para cortar o mal pela raiz.
Geralmente nos é difícil dizer “não”, principalmente para os nossos entes queridos. Dói-nos a ideia de ferir-lhes o sentimento e passarem a nos ver como sovinas, avarentos e insensíveis. Entretanto, é muito comum as pessoas terem uma visão de “vítima das circunstâncias”, onde são pobres coitados vítimas de um mundo cruel que está contra eles. Jesus Cristo, o Grande Educador, já dizia: “Sede bondosos como as pombas, e prudentes como as serpentes”. Não se pode agir unicamente com o coração: devemos também ponderar os nossos atos e prever suas implicações futuras.
Se atendemos sempre de bom grado a todo tipo de solicitação feita por familiares e amigos, perceberemos em um determinado momento que não conseguimos agradar a todos, e seremos criticados – muitas vezes duramente – por isso. No caso de Maria, sustentar quatro famílias (a dela mesma, a mãe e as dos dois irmãos) era algo quase impossível e ela se desgastava por não poder atender bem a todos, mesmo trabalhando o dia inteiro, todos os dias. Isso não é educação financeira, é escravidão.
Para Maria, a atitude corajosa seria aprender a dizer “não” aos irmãos, que são saudáveis e podem se sustentar sozinhos. Se estão com problemas financeiros, devem aprender a controlar seus gastos e educarem-se financeiramente. Existem muitas alternativas no mercado para a resolução de problemas financeiros de curto prazo que podem servir de paliativo, sem onerar a irmã universitária.
Se o(a) leitor(a) viu um reflexo de sua vida na história de Maria, aprenda a cultivar a coragem de saber dizer “não”. Procure afastar do seu dia a dia situações, pessoas e coisas que venham a trazer transtorno para seu progresso pessoal. No caso de pessoas, ajude-as a abrir os olhos para encontrarem, elas mesmas, as soluções de seus problemas. Cada qual é responsável pelo seu destino; portanto, cabe a cada um buscar suas próprias respostas. Ajudar nessa busca é algo que podemos fazer sem nos comprometermos com a vida alheia.
Sucesso a todos!