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domingo, 8 de janeiro de 2012

Poupando com o coração


Ontem, ao fazer compras num supermercado Extra, pertencente ao grupo Pão de Açúcar, fui surpreendido ao receber um brinde: um cofrinho em formato de coração. “Cofrinho” é um modo de dizer, pois é até avantajado em tamanho. E justo no dia em que resolvi comprar o livro do Marcos Silvestre “12 Meses para Enriquecer – O Plano da Virada” (Lua de Papel). Nada acontece por acaso...
Deixo claro que não estamos recebendo nada para citar a rede de supermercados. Embora não seja a primeira vez que se faz esse tipo de campanha – a Caixa é pioneira, até pela sua tradição com a Caderneta de Poupança – é algo no mínimo incomum que a iniciativa tenha partido de um “templo do consumo”. Ainda mais no início do ano, época propícia para que comecemos a adquirir hábitos econômico-financeiros saldáveis e a planejar nossos gastos durante o ano, apesar da tentação das liquidações pós-Natal. A atitude é louvável, embora saibamos que a maioria dos clientes daquele estabelecimento não usará eficientemente o mimoso regalo. Junto com o brinde, deveria vir um pequeno manual de instruções, com o básico da Educação Financeira. Aí, sim, as chances de surtir efeito seriam um tanto maiores, especialmente com as crianças.
O hábito da poupança deve ser algo inerente ao educado financeiramente, fazer parte da sua natureza. Com a economia brasileira menos instável do que há cerca de dez anos atrás, faz sentido o uso do cofrinho, tanto para a educação financeira das crianças como para a promoção do hábito de poupar por parte dos adultos. A premissa é simples: fazer o acúmulo daqueles trocados que volta e meia enchem os nossos bolsos de moedas, bem como de pequenos valores que não façam falta no curto prazo. Após atingir um determinado prazo – habitualmente 30 dias – ou o limite físico do cofrinho, estes valores devem ser transferidos para uma conta de poupança específica para esta finalidade, separada de outras contas de uso pessoal, em um banco de sua preferência.
Criar um hábito geralmente está ligado a algum tipo de motivação: no caso, acumula-se recursos financeiros para que seja possível consumir algo em forma de produto ou serviço mais adiante. As crianças se sentem estimuladas a poupar a fim de comprar um brinquedo, bicicleta, computador, etc. Para os adultos, os “brinquedos” costumam ser mais complexos e caros. Mas em todos os casos os princípios são os mesmos; alteram-se tão somente os montantes a serem preservados.
Para as crianças, a poupança tradicional pode ser suficiente para a realização da maioria dos interesses delas. Já para os adultos, outros tipos de investimentos devem ser considerados, a depender do montante a ser poupado, o tempo para a realização dos objetivos e da disponibilidade atual para depósito mensal. O próprio Marcos Silvestre, em seu novo livro “Investimentos à Prova de Crise” (Lua de Papel), sugere aplicações no Tesouro Direto e em ações que compõem o índice Bovespa, mirando o investidor mais conservador, que está considerando outras aplicações além da poupança, mas que não quer se arriscar muito.
Agora que ganhei um cofrinho, vou fazer o meu dever de casa, certamente com mais empenho do que no ano passado, que foi particularmente próspero para mim. Inclusive vou diversificar minhas aplicações e aumentar o valor das parcelas dos depósitos. Toda folga financeira deve ser aproveitada nesse sentido, inclusive quando da liquidação de dívidas: se você convive sem apertos com as parcelas de financiamentos, ao liquidá-los pode aplicar os mesmos valores das parcelas em seus novos investimentos. E com uma vantagem: antes, você pagava juros; agora, elas lhe rendem juros. Após algum tempo, pode recuperar os juros pagos e passar a auferir rendimentos virtualmente perpétuos. O dinheiro passará a trabalhar para você e não o contrário.
Na capa de uma revista esotérica recente está escrito que 2012 é o ano da Prosperidade. Eu concordo. Com meu cofrinho de coração (que não será “decoração”) e os livros que comprei, pretendo ampliar ainda mais a minha capacidade de realizar sonhos: os meus, os da minha família, dos meus amigos e colegas, dos leitores do Enriquecimento Total também. O momento é agora e a oportunidade encontra-se ao nosso alcance. Ao tomar a decisão de sair das amarras que o(a) prendem à situação atual, 50% do caminho foi percorrido. Os outros 50% dependem da ação a ser empreendida no agora. Não deixe para fazer amanhã. Comece agora!
Um 2012 de muita prosperidade para todos!