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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Os oito atributos da mulher rica – 1


E
m artigo anterior citei o livro As Mulheres e o Dinheiro, de Suze Orman (Nova Fronteira). Trata-se de um livro muito interessante, sendo recomendado tanto para as mulheres – público principal do livro – como também para os homens, em especial aqueles que se encontram dando os primeiros passos na própria Educação Financeira.
O quinto capítulo do livro trata dos “oito atributos de uma mulher rica” que, segundo a autora, são: harmonia, equilíbrio, coragem, generosidade, felicidade, sabedoria, limpeza e beleza. Suze Orman descreve sucintamente cada atributo em seu livro e, por isso mesmo, carece de informações sobre como desenvolver esses atributos. Por isso pretendo, neste e nos próximos artigos, tratar de forma abrangente cada um deles.
Começaremos pela Harmonia. Conforme a própria autora, trata-se da interação agradável entre o que pensamos, sentimos e fazemos. Na minha concepção, isso descreve a Coerência. Outro termo sinônimo, bastante usado na Seicho-No-Ie, é Sentimento Natural. Seja como for, todas se referem a um estado de espírito em que tudo se encadeia de uma maneira lógica: se você está triste, chora; se está com fome, procura se alimentar; se deseja ser rica, mantêm pensamentos, sentimentos e atos relacionados à riqueza – e não o contrário.
Pode parecer óbvio, mas o que acontece na prática é justamente o contrário. As pessoas retêm o choro para “não dar ao outro o gostinho de me ver chorar”; estão com fome, mas não comem por que se sentem “uma baleia”; querem ficar ricas, porque possuem centenas de contas para pagar, acumulam uma dívida atrás da outra e isso lhes tira o sono. Para relaxar, vão ao shopping e fazem compras, aumentando os débitos. Tudo isso ocasiona doenças orgânicas, mentais e do bolso, gerando mais dívidas. É o cúmulo do paradoxo!
Portanto, Suze Orman – e eu também – convida a leitora a buscar essa Harmonia, essa Coerência entre o seu mundo interior e o exterior. Trata-se de uma das pedras fundamentais não só da sua riqueza material, mas também da afetiva, mental e espiritual. A solução é bem simples, mas pode ser a mais difícil de conseguir, por força de hábitos arraigados ao longo dos anos: seja natural, aja naturalmente, seja verdadeira, genuína. Em outras palavras, seja você mesma!
Recentemente a TV Globo exibiu a série “Dercy de verdade”, contando a história da atriz e humorista Dercy Gonçalves. Pra mim, ela é um exemplo de mulher que procurou, acima de tudo, ser verdadeira, coerente consigo mesma, ainda que isso resultasse em sofrimento e preconceito. Mas ela era uma exceção: a maioria das pessoas, ainda mais as mulheres, vêem no auto-sacrifício e na auto-anulação uma forma sublime de amor, uma razão de ser e de manifestar a sua feminilidade. Esse é um dejeto cultural que precisa ser eliminado o quanto antes da mente de todas as mulheres brasileiras!
O verdadeiro amor só se manifesta quando o ser humano aprende a amar a si próprio, quando se reconhece como canal por onde fluem os sentimentos de Amor e Riqueza que vêm do Alto e, portanto, possui a nobre missão de abençoar a todos os seus irmãos e irmãs com o que há de melhor. No momento em que surge essa consciência e passamos a pensar, sentir e agir dessa maneira, estamos atingindo a verdadeira Harmonia.
No que tange à Educação Financeira, cumpre que sejamos honestos conosco mesmos e admitamos os erros cometidos quanto a gastos desnecessários e nos policiarmos para evitar a repetição dos erros. Eu mesmo tenho o mau hábito de comprar por impulso, especialmente artigos de informática e tecnologia, que são a minha paixão. Após começar a estudar sobre Educação Financeira e a Ciência de Enriquecer, procurei adquirir hábitos que me levassem a consumir com responsabilidade e sustentabilidade. Não foi fácil, mas acho que estou no caminho certo.
Há poucos dias fui a uma conhecida feira de produtos importados, na intenção de comprar um tablet, a nova onda do momento. Rodei o mercado e não achei exatamente o que queria, mas fiquei tentado a comprar um similar de qualidade duvidosa. Na hora, porém, me perguntei: “Esse produto realmente atende as minhas necessidades? Preciso realmente dele agora?” Além do mais, achei que o preço estava meio salgado, similar ao de um equipamento de melhor qualidade. Acabei contendo o impulso e, com alguma frustração, não comprei. Ao chegar em casa, acessei a Internet e encontrei um equipamento melhor por preço menor do que o da feira! Mesmo com os custos do frete, valia mais a pena.
Nesse exemplo, fui fiel aos princípios que hoje defendo e fui brindado com uma oportunidade melhor. Esse deve ser o caminho da leitora que busca a Harmonia, sendo coerente com seus pensamentos e sentimentos. Seu bolso agradece!
Harmonia e prosperidade a todos!