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domingo, 13 de novembro de 2011

Endividamento Familiar: você sabe medir?

Oi, pessoal!

Uma preocupação muito pertinente na educação financeira é com o endividamento das famílias, afinal, um endividamento excessivo será sinônimo de famílias que não realizam sonhos, que vivem apenas para trabalhar e pagar juros e não formam patrimônio. Então, é claro que precisamos saber duas coisas sobre a composição de nossas dívidas:

1 - Estas dívidas são boas ou ruins?
Nós já falamos sobre isto antes (clique aqui)...
2 - O endividamento está alto demais? Esta é uma questão fundamental!



Para sabermos se estamos na trilha da formação de patrimônio e realização de sonhos ou não, precisamos entre outras coisas verificar se estamos muito endividados ou não. E aí é que entram cena dois aspectos e algumas continhas tem que ser feitas, além de estabelecer um planejamento para redução do endividamento que envolva toda a família.

O primeiro aspecto a considerar é a duração de cada dívida. O financiamento da casa própria, normalmente é de longa duração e não pode ser encarado da mesma forma que o cheque especial, que é de curto prazo, já que a primeira tende a ser melhor planejada do que a segunda, com impactos que são melhor enquadrados no seu orçamento e teoricamente, trarão menos preocupações. Além disto, o financiamento da casa própria normalmente vem em substituição à despesa com aluguel, enquanto o cheque especial vem para completar o orçamento, vem para suprir uma insuficiência financeira. Percebem a diferença de gravidade entre uma dívida de longo prazo e uma de curto prazo?

O segundo aspecto já foi comentado acima: a dívida é boa (foi feita para gerar recursos ou investir) ou é ruim (dívida apenas para gastos)? Vale a pena ressaltar que nem sempre dívida ruim é dívida desnecessária. É importante não confundir as coisas, ainda que dívidas ruins tem prioridade na sua liquidação.

E agora, vamos entender como medir nosso endividamento:

- Em primeiro lugar, liste todas as suas dívidas, verificando quanto terá que ser pago a cada mês;
- Agora uma continha básica: pagamento mensal das dívidas / salário líquido. Qualquer resultado acima de 20% já merece o "sinal amarelo" e deve considerar apenas DÍVIDAS e não as contas do dia-a-dia. É interessante verificar este indicador pelos próximos 12 meses, para entender se sua situação permite ou não novas dívidas;
- Faça outra conta: soma das dívidas / soma de investimentos. Este indicador será bom se for superior a 1 (100%) e vai te mostrar se em uma situação extrema você teria como liquidar as suas dívidas e assim, evitar consequências como a perda de um imóvel financiado por inadimplência;

Apenas após fazer estas contas é que você deve procurar seus credores para renegociar suas dívidas, se necessário, apresentando propostas concretas e que você de fato poderá cumprir. Alcançando os indicadores descritos, você estará em um caminho seguro para investir e aumentar seu patrimmônio, realizando todos os seus sonhos!

Até a próxima, amigos!