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domingo, 9 de outubro de 2011

Investimentos: Novos tempos e novas estratégias.

Caros,

Nesta semana, tive a oportunidade e a satisfação de fazer um comentário sobre o atual cenário econômico, no I Encontro Nordestino dos Regimes Próprios de Previdência, realizado em Petrolina-PE, representando o Banco do Nordeste junto com o colega Marcos Freire, da Superintendência de Pernambuco.

No meu comentário, entre outras coisas, abordei um importante aspecto do cenário econômico brasileiro:
a taxa básica de juros, a Selic, que deverá sofrer cortes progressivos daqui por diante, devendo cair dos atuais 12% ao ano para 9% ao ano no final de 2012, podendo diminuir ainda mais nos anos seguintes (cheguei a ter acesso a projeções de Selic a 5% ao ano, para o final de 2014). Neste cenário fica claro que o Brasil, com a economia mais confiável e sólida depois de 17 anos da implantação do Real, não permitirá mais que o governo pague 45% ao ano de juros por suas dívidas, como acontecia em Março de 1999. Acabou a farra dos investimentos altamente rentáveis e quase sem risco.

Em um cenário como este, qual seria a estratégia de investimentos para os próximos anos? O principal aspecto de qualquer (boa) estratégia agora, deverá ser a busca por investimentos tradicionalmente mais rentáveis que os títulos da dívida pública, principalmente ações e correlatos. Ainda em termos de títulos da dívida pública, destacam-se os NTN-B, cuja rentabilidade se baseia na inflação mais juros de 6% anuais, são uma boa opção para a parcela de seus investimentos com objetivo de preservação do capital.

Enfim, o que muda com esta nova situação, é que quem deseja alcançar a independência financeira precisará fugir do "lugar comum" de emprestar dinheiro ao governo, e vai ter de estudar outras alternativas, sob pena de em algum momento obter rentabilidade inferior até à caderneta de poupança.
  
Até mais, meus amigos!!!