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sábado, 1 de outubro de 2011

Casamento e filhos: despesa ou investimento?

Não é difícil encontrar entre nossos amigos, no convívio diário ou nas redes sociais, comentários sobre as agruras de um casamento e de se ter filhos. Para muitos, os tempos estão “bicudos”, casar não é uma opção, cônjuge e filhos são uma fonte de despesas constante, além da perda da liberdade individual.
Outras pessoas, porém, advogam um pensamento antigo (muito comum entre nossos avós) de que os filhos são a garantia de uma aposentadoria tranquila na velhice, ou que deve-se procurar um bom partido, preferencialmente com grandes dotes econômicos, para ter uma vida conjugal confortável e feliz. Nada mais equivocado!

Se assim fosse, famílias com muitos filhos seriam economicamente mais ricas que aquelas com menos filhos. Contudo, a limitação da quantidade de filhos também não determina o grau de acúmulo de riqueza das famílias. Por outro lado, casamentos por interesse financeiro desfazem-se com grande facilidade, geralmente deixando os “interesseiros” em situação igual ou pior do que antes do casamento. Então, quem está certo?
Em se tratando de homens, principalmente, partilho de uma velha máxima que defende que “homem solteiro não gera patrimônio”. Isso porque o solteiro costuma ser imediatista, farrista e altamente gastador. Afinal, a solteirice não significa clausura e castidade para a maioria deles. Pelo contrário, significa noitadas homéricas, várias parceiras (estas, sim, as verdadeiras fontes de despesas), carro superequipado com o que há de mais moderno para impressionar os amigos e as paqueras, etc. Como todo bom investidor sabe, automóveis também não são um bom investimento, a não ser que você seja especialista nisso e não modifique o carro que irá (re)vender, para que o mesmo não perca o valor no momento da negociação.
Homens casados possuem, quando não permanecem com o ranço da vida de solteiro – fonte de discussões entre os casais, um pensamento mais ligado à família, ao conforto dos seus entes queridos e à busca de um futuro melhor, mais tranquilo e previsível. Por isso focam naturalmente na aquisição do imóvel próprio, em um carro com perfil mais “família”, e no progresso profissional e financeiro.
Meu exemplo pessoal é bastante ilustrativo. Desde que me casei, meu poder aquisitivo mais que triplicou. Detalhe: minha esposa não trabalha fora. E, especialmente no ano de nascimento de nossa primeira filha, surgiram oportunidades de progresso pessoal e profissional que me surpreendem até hoje: uma pós-graduação totalmente paga pela empresa onde trabalho, troca do carro em condições vantajosas, mudança para o apartamento novo, promoção dentro da empresa para uma função gerencial com diversos privilégios inerentes à função, entre outros. Tudo isso eu credito, além das boas graças de Deus, a uma questão de atitude pessoal: por anos venho adotando o pensamento preconizado pelo Prof. Masaharu Taniguchi de que “os filhos vêm com sua própria Prosperidade”. Enquanto a maioria das pessoas pensa que com os filhos virão despesas e preocupações, eu afirmo que minha filha é um canal por onde flui a Prosperidade. E tenho recebido na medida de minhas afirmações.
Com efeito, gastamos muito pouco com o enxoval dela; a maior parte das roupas e acessórios foram presentes de parentes e amigos. Ganhamos tantos pacotes de fraldas que não precisamos nos preocupar com isso pelos próximos seis meses! Aos três meses de idade, ela ainda se alimenta exclusivamente de leite materno, que minha esposa produz abundantemente, sendo obrigada a usar absorvente para os seios. Tudo isso é sinal de Prosperidade, afeta diretamente na saúde financeira e define o futuro da família. Não penso nem desejo que nossa filha nos ampare na velhice, pois essa é uma responsabilidade minha e de minha esposa no momento presente. Mas o que nos acontece hoje nos ajudará no futuro.
Mesmo famílias pobres conseguem sobreviver com um grande número de filhos devido ao pensamento comum de que “onde vivem x, vivem x+1”. E destas famílias podem emergir pessoas de grande potencial que tornam-se altamente prósperas, tirando toda a família da situação de pobreza.
Portanto, consideremos a vida conjugal e a maternidade como fases naturais de nossas vidas, que trazem em si mesmas as suas quotas de Prosperidade. E sejamos sábios na utilização destas dádivas na construção de um futuro feliz para nós mesmos e para nossos filhos.
Sucesso a todos!