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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mercado de ações: a cultura do país também interfere

Olá, Caros Leitores,

Outro dia, durante uma conversa com Nelson Costa, que é meu colega na Superintendência Estadual da Bahia do BNB, recebi a sugestão (e agradeço) de escrever sobre o momento de baixa do mercado de ações brasileiro e como o investidor está se comportando a respeito.

Neste ano de 2011, ao contrário (ao menos até agora) do que os especialistas previam, o índice IBOVESPA acumula baixa ou perdas. Desta maneira, o que deveria ser  feito pelos investidores? (lembrando que a diferença entre investidores e especuladores é que estes buscam ganhos de curto prazo)Existe um consenso a respeito de que em momentos de baixa, a hora é de investir, ou seja, é "compre na baixa e venda na alta", o que parece óbvio, mas pelo visto, apenas parece...

A situação do IBOVESPA é de baixa, então, há mais vendedores do que compradores de ações, o que vai contra o princípio citado acima. De onde vem esse movimento contrário ao que seria o "óbvio"? Vem do lado psicológico do investidor, o chamado "efeito manada" em que um ou alguns investidores iniciam um movimento (compra ou venda) e os demais seguem meio que sem saber porque. E já falamos neste blog sobre o lado psicológico (clique aqui) e (clique aqui).

Mas há algo mais, há a questão cultural de cada país, e no Brasil as pessoas tem o imediatismo como característica, o planejamento não é exatamente uma "mania" e quando essa tendência imediatista se junta ao momento de baixa, a tendência é a acentuação desta baixa, isto é: vendendo na baixa e indo na contramão do que diz Warren Buffett, uma referência no mercado de ações: "Regra nº1: não perca dinheiro; regra nº2: não esqueça a regra nº1". No nosso caso, vale a pena lembrar que também há muito capital estrangeiro especualtivo envolvido.

Portanto, reforçamos mais uma vez a necessidade de planejar e de investir em ações para LONGO PRAZO, a fim de evitar decisões precipitadas a qualquer oscilação que acontece normalmente, ainda mais em mercados de ações ainda não tão consolidados, como o brasileiro.

Abraços a todos e até mais!