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domingo, 24 de abril de 2011

Oniomania: conhecer para combater

Amigos,

No nosso artigo anterior, falamos de racionalidade nas finanças, quando citei uma entrevista com Jurandir Sell Macedo Jr, observando que a despeito do que foi considerado durante muito tempo, não somos totalmente racionais quando o assunto é dinheiro. Falamos também sobre o ramo de Finanças Comportamentais, que é uma combinaçao da Psicologia com a Economia e tem nos fornecido boas explicações para o nosso comportamento. 

Dentro das questões comportamentais que interferem nas finanças, talvez a mais conhecida seja a oniomania, que é o consumo compulsivo (clique aqui), que exige cuidados, exige tratamento psicológico, pois tem origem em frustrações e outros elementos depressivos. O consumo compulsivo gera uma série de constrangimentos e prejuízos, ainda mais quando não é compreendida adequadamente ou tratada apenas como "folclore".

Uma pessoa ou uma família que tem alguém com oniomania jamais prosperará financeiramente, pois terá grandes dívidas em cartões de crédito, cheques especiais e outras formas de empréstimo e tudo isso porque compra sem planejamento e depois se arrepende, tal qual um usuário de drogas. Junte-se a oniomania à falta de educação financeira que o brasileiro médio apresenta e o estrago estará feito.

Então, meus amigos, se você tem alguém assim na sua família, verifique a possibilidade de tratamento psicológico, pois precisamos mesmo combater a oniomania.

Abraço e até a próxima.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Finanças Pessoais: até que ponto você é racional?

Caros,

Cuidar das nossas finanças não é tão simples quanto muitos querem fazer parecer. Exige alguns cuidados, tendo em vista que apesar de aprendermos na escola que o ser humano é o único animal racional, as coisas não são bem assim. Do contrário não teríamos atitudes irracionais, inclusive na hora de administrar as finanças.

De onde vem esses momentos de irracionalidade? Vem do nosso psicológico, que sob pressão ou em situações desagradáveis, pode nos levar a tomar decisões infelizes, ou irracionais. O dinheiro mexe com nossas emoções e os efeitos das más decisões financeiras, todos nós conhecemos: orçamentos que superam as rendas, dificuldade de pagar as contas, aumento do endividamento sem que rendas extras sejam geradas, o que deriva em dificuldades nas outras áreas da vida.

Esta discussão é também objeto da Economia, o que faz dela uma ciência social aplicada (e não exata como muitos pensam) e que combinada à Psicologia, forma o ramo das Finanças Comportamentais, uma área carente de estudiosos. Entretanto, há uma sumidade, o Dr. Jurandir Sell Macedo Jr., que concedeu recentemente uma entrevista (clique aqui) bastante abrangente e interessante sobre o tema. Essa leitura nos permite entender melhor como e porque somos irracionais em algumas situações.

Abraço e Feliz Páscoa a todos!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Novas formas de investimento

Amigos,

O momento pelo qual passa a economia brasileira, com relativa estabilidade inflacionária, há quase 17 anos, aliado a outros fatores como a taxa de juros servindo de controle da inflação, bem como a conscientização das pessoas a respeito da necessidade de investir, tem motivado o mercado a criar produtos que atendam determinadas necessidades.

A possibilidade de comprar títulos da dívida pública, através do Tesouro Direto, economizando em taxas, inclusive já comentada neste blog (clique aqui), é uma destas opções de investimento. A idéia é gerar a maior rentabilidade possível, conquistando o investidor, dentro de determinados parâmetros.

Desta forma, surgiu e fiquei sabendo através de uma reportagem (clique aqui), a existência das letras financeiras, um ativo similar aos CDB´s, mas com maior rentabilidade, inclusive quando comparado aos títulos do Tesouro Direto com composição similar. Claro que existem algumas restrições, mas que fazem parte da lógica de investimentos: a rentabilidade é diretamente proporcional aos riscos assumidos.

Entretanto, a questão principal é: ao investir, procure alternativas, pesquise, verifique os produtos disponíveis, avalie se eles se adequam aos seus planos. O importante é investir e tornar seu futuro melhor.

Abraços e até a próxima,

terça-feira, 12 de abril de 2011

O poder dos pequenos valores (Parte II)

Pessoal,

Dando continuidade ao nosso último post, vamos falar sobre o cumprimento de objetivos financeiros a partir de pequenos valores. No último artigo, demos um exemplo de uma família que economiza R$ 0,50 a cada dois dias e com isto acumula R$ 7,50 em um mês, o que dá R$ 45,00 em um semestre. Imaginemos que esta família, a cada 6 meses, deposite estes R$ 45,00 em uma caderneta de poupança e vamos imaginar uma rentabilidade de 0,55% ao mês. Ao fim de 2 anos seriam R$ 195,57, um valor que já permite (em caso de promoções) até mesmo comprar passagens aéreas de ida e volta!

Volto a abordar a necessidade de periodicamente aplicar o dinheiro na caderneta, não só para evitar o "entesouramento", mas para gerar alguma rentabilidade. Vejam este exemplo (clique aqui) de um homem que acumulou R$ 34.000,00 em moedas de R$ 1,00, comprando com este dinheiro um carro novo. Se ele tivesse aplicado periodicamente estas moedas, possivelmente ainda teria alguma sobra.

Agora, falemos sobre valores um pouco maiores. Imaginemos que você destine R$ 30,00 mensais, do seu salário, para a caderneta de poupança, considere que a rentabilidade é de 0,55% ao mês. Ao fim de 36 meses serão R$ 1.421,28. É preciso ter objetivos claros e perseverar, para que possa realizá-los. Se o valor aplicado mensalmente for de R$ 50,00, com a mesma rentabilidade, você terá R$ 1.984,56, hoje um valor que permite a compra de um televisor LCD.

Observe apenas que o "segredo" é que estes objetivos não podem ser seus objetivos financeiros principais, tem que ser objetivos secundários, para que o tempo não pareça tão longo e este hábito seja mais facilmente adquirido.

Abraços a todos e até a próxima,