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domingo, 9 de janeiro de 2011

The Golden Voice e os talentos de cada um

Recentemente tornou-se um fenômeno de mídia nos Estados Unidos e no mundo todo a história do locutor Ted Williams, que viveu como sem-teto por 10 anos. Descoberto “por acaso” numa esquina por um jornalista do Columbus Dispatch, um periódico do estado americano de Ohio, apenas três dias de exibição do vídeo no Youtube foi o suficiente para receber ofertas de trabalho na MTV, Fox e inclusive para a OWN – Oprah Winfrey Network. Por fim, aceitou trabalhar como locutor em tempo integral do Quicken Loans Arena, dos Cleveland Cavaliers, com direito a moradia custeada pelo time de basquete.
Naturalmente, surgiram na mesma velocidade notícias e artigos acusando Williams de ser uma farsa, que ele é um foragido procurado pela polícia, entre outras coisas. Os fãs o defendem veementemente, e os céticos torcem o nariz para o mais novo queridinho da América. E ainda chovem ofertas de trabalho para o recém-empregado locutor.
“Tudo bem”, diria o leitor, “e o que isso tem a ver com Enriquecimento Total?” Como o título do blog sugere, falamos aqui não apenas de enriquecimento ligado a bens e dinheiro, mas também a outros aspectos da vida humana que, de uma forma ou de outra, também acabam gerando riqueza. Se Ted Williams é um foragido da polícia, uma farsa ou um produto para corroborar a filosofia do “American Way of Life” - conforme este artigo de David Sirota – hoje é algo irrelevante. O que verdadeiramente importa agora é como ele vai aproveitar a oportunidade. Na história dos Estados Unidos, o surgimento de “self-made men” que agarraram uma chance de crescimento na vida em meio a um ambiente de recessão econômica, como os novos milionários pós-crise de 1929, é cíclico. Mas, muito mais que isso, esse exemplo nos traz algumas lições importantes.
A primeira tem a ver com nossa visão crítica acerca de nós mesmos e dos potenciais que possuímos. Ter uma boa voz para locução ou canto, uma mão de fada para a culinária, uma capacidade inata para escrever artigos e textos literários, habilidade com números e cálculos matemáticos, entre outras capacidades, tudo isso deve ser visto como um bem precioso. E, como todo bem, deve ser utilizado para não ser perdido. A fábula dos talentos, proferida por Jesus Cristo, é explicita sobre esta questão. Talento não foi feito para ser enterrado, mas para ser utilizado da melhor maneira possível – inclusive, se cabível, gerando lucro.
A segunda lição tem a ver com Marketing. Ted Williams somente apareceu para o mundo quando foi filmado fazendo seu “trabalho” na esquina de uma rodovia americana, e esse filme foi parar na Internet. Isso me lembra uma frase dita por um colega de trabalho, a qual nunca esqueci: “Todo mundo sabe que o ovo de pata é melhor que o de galinha. Mas sabe por que o ovo de galinha é o mais consumido? Porque a galinha anuncia quando põe.” Ou seja, “a propaganda é a alma do negócio”. E não se faz Marketing apenas para empresas. Já ouviu falar em Marketing Pessoal? Lembre-se sempre, caro leitor: Internet e boca a boca, para a maioria dos mortais que não possuem acesso às mídias tradicionais, têm um efeito extraordinário. São as atuais ferramentas do Marketing Multinível e isso não se resume a determinadas empresas que vendem complementos alimentares e cosméticos.
A lição seguinte está ligada à anterior: ofereça uma amostra grátis da sua competência. Para que os outros saibam do que somos capazes, precisamos fazer/oferecer alguma coisa, ainda que não recebamos nada em troca. Williams oferecia sua voz por uns trocados, é verdade, mas a voz dele vale muito mais hoje. Na verdade, ela sempre valeu muito, mas ele não acreditava nisso e acabou ofuscando o próprio talento, afundando no vício. Como também disse Cristo em Mateus 5,14: “Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.”
As oportunidades estão aí para quem quiser pegá-las, seja nos Estados Unidos, no Brasil ou no continente africano. Cabe a cada um de nós estar preparado. E isso não é fruto do acaso. É uma combinação de ingredientes, como os que vimos nas lições acima, que culminam na premiação àquele que não desiste de acreditar numa vida melhor e mais rica.
Se para um norte-americano sem-teto, no meio de uma das mais profundas depressões econômicas do último século, deu certo, por que para nós, no Brasil de economia aquecida, não daria?
Muito sucesso para todos!