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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Investir e economizar: tudo ao mesmo tempo agora!

O pensamento comum diz que para investir é preciso fazer um orçamento doméstico, controlar os gastos, buscar os menores preços, economizar recursos e por fim, aplicar os valores disponíveis. Se mudarmos um pouco o processo, começando pela formação de um orçamento que já nos garanta a destinação de recursos para investir, estaremos fazendo planejamento financeiro.

Porém, o que pouca gente observa ou leva em conta é que precisamos estar sempre atentos para economizar, até mesmo na hora de investir! Aí, você pode estar se perguntando: “o que esse cara quer dizer com isso”? O que quero dizer é que sua rentabilidade ou sua remuneração podem ser prejudicadas ou até mesmo ficar negativas, por custos desnecessários de investimentos. Vejam estes exemplos:

- Há fundos de investimentos em ações do tipo “Fundo de Investimento em Ações – Empresa X”, que cobram taxa de administração e só tem ações da Empresa X em sua composição. Ora, se é para fazer isso, uma carteira com ações de uma só empresa, você mesmo pode fazê-lo e economizar essa grana da taxa de administração.

- No caso de quem opera via home broker (comprando e vendendo ações diretamente sem estar num clube ou fundo de investimentos), o gasto excessivo pode acontecer com quem compra e vende ações com muita freqüência, o que gera gastos com tarifas de corretagem, emolumentos e custódia e que se é um problema para você, será a alegria do corretor, pois isso trará um aumento em sua remuneração.

- A maioria dos fundos dos bancos é composta apenas ou quase totalmente de títulos da dívida pública, que podem ser adquiridos diretamente por você no site www.tesourodireto.gov.br, também economizando a taxa de administração, apesar de que aqui há mais trabalho, devido às oscilações da economia, que ora favorecem títulos pré-fixados (remuneração conhecida na hora da compra do título), ora favorecem os pós-fixados (remuneração atrelada a alguma taxa ou índice inflacionário e que só é possível saber a remuneração na hora do resgate).

Entretanto, nem toda taxa de administração ou comissão que se cobra é efetivamente prejudicial a você. Por exemplo: se você quer investir em ações, mas sabe pouco, a primeira medida é informar-se através de livros e revistas e conhecendo o mercado através de simuladores, mas se mesmo assim você entender que precisa de ajuda profissional ou entende que tem pouco dinheiro ou pouco tempo para criar e gerenciar uma carteira, o serviço de uma boa corretora vai ser importante, e óbvio, terá de ser pago.

Enfim, avalie com calma como investir seu dinheiro, aproveitando para economizar inclusive na hora de investir e se tiver mesmo que pagar por serviços financeiros, pague por aqueles que vão resolver problemas ou te dar uma vantagem que você não poderia conseguir sozinho.

Até a próxima e abraços a todos, 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Meu autógrafo por US$ 1

Certamente o leitor, ao ler este título, pensará “mas pra quê eu quero o seu autógrafo? Nem te conheço...” Mas, e se o autógrafo for do seu artista favorito? Mais ainda: se ao invés do autógrafo, você recebesse desse mesmo artista uma música feita em sua homenagem ou seu nome nos créditos de um filme do seu cineasta favorito?
Parece impensável, mas isso está começando a se tornar realidade. Talvez não aconteça relacionado a grandes artistas ou cineastas consagrados, mas aquele diretor independente ou aquela banda nova que está a espera da oportunidade certa para estourar nas paradas podem fazer isso por seus fãs. Grupos folclóricos regionais e manifestações artísticas ameaçadas de extinção por falta de recursos também podem se beneficiar da novidade.
Com a nova economia proporcionada pela Internet, grupos de dança, músicos, diretores, artistas plásticos e outros atores do Mercado Cultural mundial podem arrecadar fundos para produzirem seus trabalhos tendo como apoiadores não mais agentes financeiros ou mecenas endinheirados, mas centenas ou milhares de fãs espalhados pelo mundo todo. Isto se chama crowdfunding (financiamento coletivo de projetos ou, literalmente, financiamento proveniente de uma multidão).
O princípio básico do crowdfunding é o mesmo que explanei neste artigo: obter pequenos valores de cada pessoa - interessada no artista ou na obra - que pode doar a partir de US$1. Existem vários sites especializados nesta modalidade de financiamento, sendo que no Brasil o pioneiro é o Catarse. Em troca, os financiados podem oferecer aos seus patrocinadores aquilo que eles querem receber de seu artista favorito: um reconhecimento pessoal, um CD autografado, um pôster, uma citação no blog oficial...
A grande sacada nisso tudo é que sai de cena a dependência de fontes de recursos governamentais, que geralmente são burocráticos e limitados, bem como do chamado mainstream da Indústria Cultural, para haver uma saudável relação direta entre o artista e o seu público. É o fim das gravadoras e dos grandes estúdios? Não, longe disso. Antes é uma forma de dar fôlego aos novos talentos que ainda não foram descobertos e que inundam sites de compartilhamento como Youtube e MySpace. Além disso, crowdfunding está intimamente ligado a redes sociais e seu funcionamento. Em outras palavras, é uma outra forma do artista medir sua aceitação e construir um relacionamento mais íntimo com seu próprio público, que pode inclusive interferir na produção, sugerir alternativas e conhecer de antemão novidades relacionadas ao financiado.
Eu mesmo conheci no Facebook uma jovem artista de 14 anos que tem tudo para ser a Miley Cyrus brasileira: bonita, talentosa, canta perfeitamente em inglês, multiinstrumentista, trata em suas letras de assuntos que interessam ao seu público, sem deixar de encantar as audiências mais maduras, que se solidarizam com sua garra em tentar buscar seu próprio espaço. Talvez ela não tenha necessidade ainda de fazer uso do crowdfunding, e talvez nunca o utilize, mas certamente seria uma candidata típica a esse tipo de apoio. Ela já usa os demais recursos disponíveis na Internet para a divulgação do seu trabalho. No caso de precisar de mais um empurrãozinho, saberia a quem pedir recursos quando precisasse.
Por outro lado, os administradores dos sites de crowdfunding cobram entre 5 e 30% do total arrecadado em cada projeto, o que é bem menos do que o normalmente negociado pelas agências e gravadoras. Ou seja, todo mundo sai ganhando.
Se você se interessou por esse assunto e quer ajudar seu artista desconhecido favorito ou ser ajudado em um projeto cultural que esteja há um bom tempo esquecido na gaveta por achar que nunca ninguém iria dar valor ou financiar, leia este artigo da Universia e acesse o blog da Crowdfunding Brasil.
Desejo-lhe boa sorte nos seus projetos!
Ah, e se quiser me doar US$1, eu posso lhe mandar o meu autógrafo, com muito prazer! =D

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Entrevista: Marcelo Ferreira em 13/08/2010

Amigos,
Ouçam esta entrevista (clique aqui) que concedi por telefone ao excelente jornalista Jefferson Beltrão, da Rádio CBN Salvador, no dia 13/08/2010, quando o blog nem existia ainda.
Percebam que nela apesar de falar de orçamento, de direcionamento de recursos, de investimentos, de aplicações financeiras, tudo isso precisa de algo muito importante: informação. Esta é uma das palavras chave em termos de educação financeira.
Então, espero que gostem, e em breve postarei outra entrevista que concedi ao mesmo jornalista, no dia 03 de Janeiro deste ano.
Forte abraço e até a próxima!

domingo, 9 de janeiro de 2011

The Golden Voice e os talentos de cada um

Recentemente tornou-se um fenômeno de mídia nos Estados Unidos e no mundo todo a história do locutor Ted Williams, que viveu como sem-teto por 10 anos. Descoberto “por acaso” numa esquina por um jornalista do Columbus Dispatch, um periódico do estado americano de Ohio, apenas três dias de exibição do vídeo no Youtube foi o suficiente para receber ofertas de trabalho na MTV, Fox e inclusive para a OWN – Oprah Winfrey Network. Por fim, aceitou trabalhar como locutor em tempo integral do Quicken Loans Arena, dos Cleveland Cavaliers, com direito a moradia custeada pelo time de basquete.
Naturalmente, surgiram na mesma velocidade notícias e artigos acusando Williams de ser uma farsa, que ele é um foragido procurado pela polícia, entre outras coisas. Os fãs o defendem veementemente, e os céticos torcem o nariz para o mais novo queridinho da América. E ainda chovem ofertas de trabalho para o recém-empregado locutor.
“Tudo bem”, diria o leitor, “e o que isso tem a ver com Enriquecimento Total?” Como o título do blog sugere, falamos aqui não apenas de enriquecimento ligado a bens e dinheiro, mas também a outros aspectos da vida humana que, de uma forma ou de outra, também acabam gerando riqueza. Se Ted Williams é um foragido da polícia, uma farsa ou um produto para corroborar a filosofia do “American Way of Life” - conforme este artigo de David Sirota – hoje é algo irrelevante. O que verdadeiramente importa agora é como ele vai aproveitar a oportunidade. Na história dos Estados Unidos, o surgimento de “self-made men” que agarraram uma chance de crescimento na vida em meio a um ambiente de recessão econômica, como os novos milionários pós-crise de 1929, é cíclico. Mas, muito mais que isso, esse exemplo nos traz algumas lições importantes.
A primeira tem a ver com nossa visão crítica acerca de nós mesmos e dos potenciais que possuímos. Ter uma boa voz para locução ou canto, uma mão de fada para a culinária, uma capacidade inata para escrever artigos e textos literários, habilidade com números e cálculos matemáticos, entre outras capacidades, tudo isso deve ser visto como um bem precioso. E, como todo bem, deve ser utilizado para não ser perdido. A fábula dos talentos, proferida por Jesus Cristo, é explicita sobre esta questão. Talento não foi feito para ser enterrado, mas para ser utilizado da melhor maneira possível – inclusive, se cabível, gerando lucro.
A segunda lição tem a ver com Marketing. Ted Williams somente apareceu para o mundo quando foi filmado fazendo seu “trabalho” na esquina de uma rodovia americana, e esse filme foi parar na Internet. Isso me lembra uma frase dita por um colega de trabalho, a qual nunca esqueci: “Todo mundo sabe que o ovo de pata é melhor que o de galinha. Mas sabe por que o ovo de galinha é o mais consumido? Porque a galinha anuncia quando põe.” Ou seja, “a propaganda é a alma do negócio”. E não se faz Marketing apenas para empresas. Já ouviu falar em Marketing Pessoal? Lembre-se sempre, caro leitor: Internet e boca a boca, para a maioria dos mortais que não possuem acesso às mídias tradicionais, têm um efeito extraordinário. São as atuais ferramentas do Marketing Multinível e isso não se resume a determinadas empresas que vendem complementos alimentares e cosméticos.
A lição seguinte está ligada à anterior: ofereça uma amostra grátis da sua competência. Para que os outros saibam do que somos capazes, precisamos fazer/oferecer alguma coisa, ainda que não recebamos nada em troca. Williams oferecia sua voz por uns trocados, é verdade, mas a voz dele vale muito mais hoje. Na verdade, ela sempre valeu muito, mas ele não acreditava nisso e acabou ofuscando o próprio talento, afundando no vício. Como também disse Cristo em Mateus 5,14: “Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.”
As oportunidades estão aí para quem quiser pegá-las, seja nos Estados Unidos, no Brasil ou no continente africano. Cabe a cada um de nós estar preparado. E isso não é fruto do acaso. É uma combinação de ingredientes, como os que vimos nas lições acima, que culminam na premiação àquele que não desiste de acreditar numa vida melhor e mais rica.
Se para um norte-americano sem-teto, no meio de uma das mais profundas depressões econômicas do último século, deu certo, por que para nós, no Brasil de economia aquecida, não daria?
Muito sucesso para todos!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Rico aos 30, "pero no mucho"...

Estive lendo a reportagem de capa da Você S/A do mês de dezembro, que trata justamente do nosso foco aqui no Enriquecimento Total: Educação Financeira e Finanças Pessoais. Apesar de ter gostado da matéria, especialmente das informações sobre conjuntura econômica, tipos de aplicações e ranking dos melhores produtos financeiros oferecidos no país, é inevitável fazer algumas ressalvas.
Uma delas está nos exemplos apresentados, que são exceções num Brasil de assalariados de nível médio ou superior sem pós-graduações. Quando um jovem executivo bem sucedido na carreira, que antes dos 33 anos já assumiu cargos de diretoria de uma multinacional, tendo morado inclusive em outros países, solteiro e sem filhos, diz que aplica até 60% do salário em fundos conservadores e hoje possui um patrimônio de mais de R$ 1 milhão, não se trata de um exemplo plausível para a maioria dos brasileiros. Com isso, o público-alvo da reportagem se afastou completamente do público leitor da revista.
Para completar, o mesmo investidor, com o dinheiro que acumulou, adquiriu um imóvel de R$ 600 mil reais, ou seja, imobilizou 60% dos investimentos, o que, pelas boas práticas de Educação Financeira, não é um bom negócio. Um imóvel desse porte possui baixa liquidez – é difícil de revender num caso de necessidade – e exige muito em manutenção, dilapidando recursos que poderiam ser reaplicados.
Outro aspecto é o crédito versus investimentos. Nem sempre comprar a prazo é um mal, conforme este artigo do Marcelo. Depende muito do valor do bem e das condições de pagamento. Entre comprar um bem à vista ou a prazo sem juros – ou com juros menores do que os obtidos em um fundo de investimento de curto prazo –, melhor esta última opção, aplicando (ou mantendo aplicado) o valor à vista que seria pago pelo bem. Ou seja, ter investimentos sem deixar de consumir é uma realidade para todos, não apenas para aqueles que possuem grandes montantes investidos. A questão é apenas criar o hábito de poupar e comprar com sabedoria.
Isso vale também para a aquisição do imóvel próprio: nem sempre é obrigatório – ou mesmo possível – adiar a aquisição para fugir dos financiamentos. Ainda mais quando se é assalariado com carteira assinada, o FGTS pode ser usado para abater significativamente o saldo principal do investimento, o que reduz prazos e, consequentemente, os juros cobrados. O importante, aqui, é adquirir um imóvel que esteja dentro dos limites de endividamento do investidor.
De maneira geral, a matéria vem em boa hora, pois as perspectivas do mercado interno são boas para o pequeno investidor. A elevação da Selic já anunciada desde o mês passado vai tornar os investimentos indexados por essa taxa cada vez mais atraentes. A oferta de empregos também se encontra aquecida, contudo é necessário que o candidato invista em qualificação. Conforme Jon Hanson, o investimento em si próprio é a dívida boa, que deve ser incentivada, pois traz benefícios no médio e longo prazos.
Portanto, caro leitor, este é o momento para começar a investir de maneira consciente e fazer disso um hábito. Que não seja 60% do salário, mas entre 10 e 20%, religiosamente. Comece pelo mais conservador dos investimentos, a caderneta de poupança. Procure informações sobre produtos e serviços bancários, clubes de investimento, ações blue chips e small caps, títulos do Tesouro Nacional, enfim, pesquise, leia, informe-se! Depois de conhecer bastante, decida em quais tipos de fundos e aplicações investir e mantenha a disciplina. Você pode não chegar ao R$ 1 milhão aos 30 anos, mas estará no caminho certo para a independência financeira e uma aposentadoria com qualidade de vida.
Sucesso e bons investimentos!

Crédito: benção ou maldição?

Amigos, para este artigo, pensaremos de forma inversa, já começando pela resposta: crédito é uma maldição para quem não tem controle, e é uma benção para quem tem controle, aliás, como tudo que se refere a finanças pessoais.
Os especialistas, de forma (até onde sei) unânime, defendem que as compras sejam sempre realizadas à vista, o que evidentemente é bom, já que promove uma economia de juros e outros encargos financeiros. Entretanto, percebo que pouco se fala sobre o uso responsável do crédito e como este pode, de fato, contribuir para a realização de seus desejos/necessidades, sem, no entanto, lançá-lo no abismo do endividamento crônico.
Agora você deve estar se perguntando: “como é que eu posso usar crédito, de forma responsável, sem me meter em uma roubada?” E eu respondo, fazendo como estamos propondo, logo abaixo:
1º: Evite usar o crédito na compra de bens perecíveis ou de rápido consumo, ou seja, compras de supermercados. O motivo é que estas compras precisam ser feitas a cada 30 dias, no máximo, e se você dividir cada compra dessas em 3 parcelas, logo você estará acumulando dívidas por compras já consumidas.
2º: Limite suas despesas com crédito. A soma das faturas dos seus cartões de crédito, empréstimos bancários, carnês e outras dívidas, jamais deve ser pesada a ponto de impedir que você cumpra com as demais obrigações, inclusive a maior delas: investir para sua independência financeira! Controle tudo com uma planilha e você saberá se pode pagar, e quanto pode pagar nas parcelas daquele sapato novo ou celular da moda.
3º: Não saia aceitando qualquer proposta de crédito. Existem ofertas de crédito que são maldições por natureza! Avalie com calma a taxa de juros de cada uma e evite ter mais que 4 ou 5 possibilidades de dívidas.
4º: Não encare os cartões de crédito como extensões de seu salário. Ter um limite alto é bom apenas para atender EMERGÊNCIAS, fora isso, o que vale é o item 2 (“Limite suas despesas com crédito”). Ah! Lembre-se de sempre pagar o valor total das faturas, do contrário, você estará refinanciando valores que já deveriam estar quitados.
5º: O que falamos acima, também vale para o Cheque Especial, que também não é extensão de seu salário e tem taxas de juros altíssimas. Entretanto, ele também tem seu valor, para EMERGÊNCIAS que vão ser rapidamente resolvidas. Se usou o Cheque Especial e percebeu que não vai cobri-lo logo, providencie um empréstimo tipo CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e reponha o valor na conta. Desta forma, você deixa de pagar 10% a.m. de juros para pagar uma taxa inferior à metade.
Agindo desta forma, e pesquisando sobre outras possibilidades de uso responsável do crédito, você terá um importante aliado para alcançar seus sonhos, e contribuirá com o desenvolvimento da economia brasileira.
Até a próxima! E agora você pode se comunicar conosco através do e-mail: enriquecimentototal@hotmail.com

sábado, 1 de janeiro de 2011

Como controlar o orçamento doméstico

Começa mais um ano, e com ele, as pessoas fazem diversas resoluções, sendo que uma delas normalmente é (ou ao menos deveria ser): “controlar meu orçamento doméstico”.  Porque? A razão mais óbvia, e creio, a que é mais pensada pelas pessoas, é evitar que seus gastos extrapolem sua renda. Só que existe algo ainda maior e que está encoberto por esta visão inicial: a possibilidade de ter recursos para investir (seja num negócio, em ações, em moedas estrangeiras, etc...) e alcançar a independência financeira.
Porém, vamos falar mesmo é de controle de orçamento propriamente dito, em termos básicos. A primeira coisa que deve ser feita, é um rigoroso registro de todos os gastos (de qualquer valor) por um período de 2 ou 3 meses. Após isto, haverá uma definição mais clara da destinação de sua renda. Uma vez feito isto, será preciso verificar a natureza de suas despesas, que conforme José Pio Martins, se dividem em: obrigatórias fixas e variáveis e não-obrigatórias fixas e variáveis.
Em linhas gerais, entendemos que: despesas fixas são aquelas cujo valor está definido e sabe-se quanto será gasto mensalmente. Já as despesas variáveis são aquelas cujo valor não é pré-determinado. Quanto à obrigatoriedade, explico que as despesas obrigatórias são as essenciais, como: energia elétrica, água, vestuário e moradia. As despesas não-obrigatórias são as não essenciais à sobrevivência.
Desta forma, agora que as despesas são conhecidas e estão classificadas, pode-se determinar de onde cortar gastos, e proponho duas coisas:
1ª: que este corte não se restrinja a apenas uma despesa (desde que não seja uma despesa totalmente dispensável), que reduza um pouco dos valores de diversas despesas, para que o efeito psicolólogico não seja tão contundente.
2ª: priorize os cortes de despesas não-obrigatórias variáveis, por serem as menos essenciais, nas quais pode-se realizar os cortes que sugeri acima, e pelo fato de serem as que mais são propagandeadas para nós, consumidores.
Agindo assim, você está sendo responsável consigo mesmo e sua família, e colocando-se em posição de realizar investimentos.
Desejo um Feliz, rico e próspero 2011!!!!