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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Sonho da Virada

Fim de Ano, além de ser época de gastos como vimos no artigo anterior, é também a época em que milhares de brasileiros sonham com a possibilidade de se tornarem milionários da noite para o dia. Até a data de hoje, a estimativa do prêmio da Mega Sena da Virada é de R$ 190 milhões. E não são poucos os que imaginam – e desejam – ganhar sozinhos toda essa bolada. Mas quando surge a pergunta “o que você vai fazer com todo esse dinheiro?”, conta-se nos dedos os que respondem com rapidez.
As primeiras coisas que vêm a cabeça como respostas a esta pergunta são “comprar uma casa boa e grande”, “comprar uma Ferrari, Porsche, etc.”, “ajudar meus pais e parentes”, “viajar pelo mundo e nunca mais precisar trabalhar” e outras coisas de mesmo teor. A questão é que, com cerca de R$ 5 milhões, é possível fazer tudo isso e até muito mais. O que você fará, então, com os outros R$ 185 milhões?
Se ter pouco dinheiro é problemático, ter dinheiro demais também o é. Estamos condicionados ao que vivenciamos no dia a dia e/ou ao que já vivemos no passado. Todo ser humano tem dificuldade de se adaptar a mudanças bruscas no padrão de vida. Em outras palavras, quem nunca viu tanto dinheiro antes sob sua responsabilidade, não consegue manter esse dinheiro por muito tempo. Inúmeros são os exemplos de ganhadores de prêmios de loteria que não só perderam o que ganharam, como passaram a viver em condições piores do que antes.
O problema é simples de compreender: todos querem ser ricos – e podem ser ricos, mas não se preparam para ser ricos. Ser rico não é apenas uma questão de dinheiro em conta ou patrimônios espalhados pelo mundo. É uma questão de atitude, é um estado de espírito. É muito mais uma questão de ser do que de ter.
E tudo começa da definição de riqueza que cada pessoa sustenta. Para algumas pessoas, ter R$ 10 no bolso é estar rica. Para outras, R$ 100 mil resolve todos os seus problemas financeiros. E para uma minoria, R$ 1 milhão é uma ninharia. Ter uma correta dimensão do que significam as cifras que representam seu patrimônio futuro e saber gerenciar mais do que possui hoje é fundamental para o candidato a milionário.
Há quem acredite que apenas acumular dinheiro é suficiente para alguém ser rico. Acumular riquezas é fácil; mantê-las é que são elas. Portanto, se queremos ser milionários, temos que pensar, falar, agir e nos sentir como milionários. E para isso, não precisamos ter o dinheiro. Precisamos ter atitude.
Para um “aporte” de R$ 190 milhões, é necessário colocar na ponta do lápis tudo o que será feito com o dinheiro, de investimentos e aplicações até as retiradas mensais para viagens e consumo pessoal. E, mesmo que contrate um contador ou administrador para isso, não poderá deixar que o contratado faça o que bem entender, sem verificar periodicamente se as contas estão “batendo”. Sim, um milionário não para de trabalhar, mesmo que não precise disso para viver, e o escritório dele seja a bordo de um navio ou à beira da praia.
O leitor provavelmente me perguntaria: “E você? O que faria com R$ 190 milhões?” Eu faria o “dever de casa”: 1) me pagaria com 10% do montante, para usar da forma que julgar melhor; 2) o restante seria dividido em partes menores e iguais, que seriam aplicados em investimentos diversos, como ações, fundos multimercado, títulos do Tesouro Nacional, imóveis (neste caso teria que constituir uma administradora para cuidar disso), entre outros, seguindo a regra de “não colocar todos os ovos no mesmo cesto”; 3) criaria uma Fundação para, com parte dos rendimentos obtidos nas aplicações financeiras, apoiar iniciativas de cunho social, promovendo o benefício de um grande número de pessoas e, ao mesmo tempo, diminuindo a mordida do Leão (Imposto de Renda). A partir destes 3 passos, faria todas as outras coisas que todo mundo faria, como ajudar parentes e adquirir bens. E viveria de renda pelo resto da vida...
Se o leitor fez a sua “fezinha”, desejo-lhe sorte!
A todos, um 2011 de muito sucesso e dinheiro!