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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Criando bons hábitos financeiros

Assim como, acredito eu, a maioria dos nossos leitores, estou me empenhando para adquirir e manter bons hábitos financeiros. É a minha decisão para 2011. Afinal, depois de passar por vários apertos e frustrações em 2010, aprendi a lição: algo precisa ser feito. E é preciso começar já.
Uma das coisas que aprendi na prática este ano – porque em livros a gente vê o tempo todo... – foi a “não contar com os ovos que ainda estão dentro da galinha”, ou seja, não faça compras contando com dinheiro que ainda não está na sua conta, livre e desimpedido. Eu havia negociado um imóvel e estava esperando receber o dinheiro antes do fim do ano, para comprar outro. Comprometi-me com a compra do segundo imóvel, sem ter recebido ainda pela venda do primeiro, pois não podia perder uma boa oportunidade de negócio e confiava que receberia o dinheiro logo, logo. Para minha tristeza, o comprador não honrou o compromisso e tive que fazer muita ginástica para pagar as intermediárias do apartamento. Estou cumprindo minha parte no segundo negócio, mas tudo teria sido mais fácil se estivesse com o dinheiro do outro imóvel já disponível.
Outra lição aprendida é de que a dilação – ou recompensa adiada – realmente vale a pena. Em meados de 2009 me rendi à sedução dos smartphones com tela touchscreen. Mas, como os valores dos aparelhos eram impraticáveis pro meu bolso, acabei comprando um modelo “xing-ling”. Para o que eu desejava do aparelho, não fez feio, mas nem se comparava à qualidade dos modelos de marca conhecida. Neste Natal, aproveitei uma promoção e troquei de aparelho. Na minha opinião, o “xing-ling” se pagou. Mas, se eu tivesse esperado mais, teria partido direto para um smartphone de melhor qualidade.
Por outro lado, aprendi também a aproveitar bem as promoções durante o ano, especialmente de livros. Aprendi a pesquisar bastante sobre os produtos que me interessam e procurar em várias lojas, inclusive sites especializados em pesquisa de preços, como o Buscapé. Com isso, consegui adquirir bons livros como a obra de James C. Hunter (autor de O Monge e o Executivo) por preços bem módicos.
Para 2011, a primeira providência será começar a poupar com regularidade e perseverança. Segundo diversos autores, mas dando ênfase a Jon Hanson, o ideal é poupar entre 10 e 20% dos rendimentos brutos mensais. Devido a uma série de fatores, tenho postergado esse bom hábito mas, analisando meus gastos, percebi ser possível fazer isso sem maiores sacrifícios, nem abrir mão de um ou outro luxo.
Em seguida, começar a liquidar as dívidas acumuladas, que impactam no orçamento mensal, como os empréstimos e juros do cheque especial. Alguns leitores mais experientes podem questionar esta ordem, primeiro poupar, depois reduzir as dívidas. Explico: no meu caso específico, as dívidas não impactam tanto quanto a falta de um hábito de poupar. E como são empréstimos com juros baixos (ou valores pequenos, no caso do cheque), podem ser administrados enquanto construo um fundo adequado para, mais pra frente, liquidá-los completamente.
Com este exemplo, fica claro que a solução de problemas financeiros não é uma ciência exata, que funciona por igual para todas as pessoas. Ela segue a premissa de que “cada caso é um caso”, dependendo do perfil financeiro do indivíduo, suas aspirações, seu modo de se relacionar com o dinheiro e, especialmente, seus hábitos de consumo. Entretanto, alguns ingredientes são os mesmos para todos: disciplina, auto-controle, planejamento e definição de objetivos, entre outros mais.
Desejo mais uma vez a todos os leitores do nosso blog um 2011 pleno de êxito e realizações, com muito dinheiro no bolso e na conta, além de boas aplicações financeiras para garantir mais anos de tranquilidade e paz!
Sucesso a todos!