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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Criando bons hábitos financeiros

Assim como, acredito eu, a maioria dos nossos leitores, estou me empenhando para adquirir e manter bons hábitos financeiros. É a minha decisão para 2011. Afinal, depois de passar por vários apertos e frustrações em 2010, aprendi a lição: algo precisa ser feito. E é preciso começar já.
Uma das coisas que aprendi na prática este ano – porque em livros a gente vê o tempo todo... – foi a “não contar com os ovos que ainda estão dentro da galinha”, ou seja, não faça compras contando com dinheiro que ainda não está na sua conta, livre e desimpedido. Eu havia negociado um imóvel e estava esperando receber o dinheiro antes do fim do ano, para comprar outro. Comprometi-me com a compra do segundo imóvel, sem ter recebido ainda pela venda do primeiro, pois não podia perder uma boa oportunidade de negócio e confiava que receberia o dinheiro logo, logo. Para minha tristeza, o comprador não honrou o compromisso e tive que fazer muita ginástica para pagar as intermediárias do apartamento. Estou cumprindo minha parte no segundo negócio, mas tudo teria sido mais fácil se estivesse com o dinheiro do outro imóvel já disponível.
Outra lição aprendida é de que a dilação – ou recompensa adiada – realmente vale a pena. Em meados de 2009 me rendi à sedução dos smartphones com tela touchscreen. Mas, como os valores dos aparelhos eram impraticáveis pro meu bolso, acabei comprando um modelo “xing-ling”. Para o que eu desejava do aparelho, não fez feio, mas nem se comparava à qualidade dos modelos de marca conhecida. Neste Natal, aproveitei uma promoção e troquei de aparelho. Na minha opinião, o “xing-ling” se pagou. Mas, se eu tivesse esperado mais, teria partido direto para um smartphone de melhor qualidade.
Por outro lado, aprendi também a aproveitar bem as promoções durante o ano, especialmente de livros. Aprendi a pesquisar bastante sobre os produtos que me interessam e procurar em várias lojas, inclusive sites especializados em pesquisa de preços, como o Buscapé. Com isso, consegui adquirir bons livros como a obra de James C. Hunter (autor de O Monge e o Executivo) por preços bem módicos.
Para 2011, a primeira providência será começar a poupar com regularidade e perseverança. Segundo diversos autores, mas dando ênfase a Jon Hanson, o ideal é poupar entre 10 e 20% dos rendimentos brutos mensais. Devido a uma série de fatores, tenho postergado esse bom hábito mas, analisando meus gastos, percebi ser possível fazer isso sem maiores sacrifícios, nem abrir mão de um ou outro luxo.
Em seguida, começar a liquidar as dívidas acumuladas, que impactam no orçamento mensal, como os empréstimos e juros do cheque especial. Alguns leitores mais experientes podem questionar esta ordem, primeiro poupar, depois reduzir as dívidas. Explico: no meu caso específico, as dívidas não impactam tanto quanto a falta de um hábito de poupar. E como são empréstimos com juros baixos (ou valores pequenos, no caso do cheque), podem ser administrados enquanto construo um fundo adequado para, mais pra frente, liquidá-los completamente.
Com este exemplo, fica claro que a solução de problemas financeiros não é uma ciência exata, que funciona por igual para todas as pessoas. Ela segue a premissa de que “cada caso é um caso”, dependendo do perfil financeiro do indivíduo, suas aspirações, seu modo de se relacionar com o dinheiro e, especialmente, seus hábitos de consumo. Entretanto, alguns ingredientes são os mesmos para todos: disciplina, auto-controle, planejamento e definição de objetivos, entre outros mais.
Desejo mais uma vez a todos os leitores do nosso blog um 2011 pleno de êxito e realizações, com muito dinheiro no bolso e na conta, além de boas aplicações financeiras para garantir mais anos de tranquilidade e paz!
Sucesso a todos!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Sonho da Virada

Fim de Ano, além de ser época de gastos como vimos no artigo anterior, é também a época em que milhares de brasileiros sonham com a possibilidade de se tornarem milionários da noite para o dia. Até a data de hoje, a estimativa do prêmio da Mega Sena da Virada é de R$ 190 milhões. E não são poucos os que imaginam – e desejam – ganhar sozinhos toda essa bolada. Mas quando surge a pergunta “o que você vai fazer com todo esse dinheiro?”, conta-se nos dedos os que respondem com rapidez.
As primeiras coisas que vêm a cabeça como respostas a esta pergunta são “comprar uma casa boa e grande”, “comprar uma Ferrari, Porsche, etc.”, “ajudar meus pais e parentes”, “viajar pelo mundo e nunca mais precisar trabalhar” e outras coisas de mesmo teor. A questão é que, com cerca de R$ 5 milhões, é possível fazer tudo isso e até muito mais. O que você fará, então, com os outros R$ 185 milhões?
Se ter pouco dinheiro é problemático, ter dinheiro demais também o é. Estamos condicionados ao que vivenciamos no dia a dia e/ou ao que já vivemos no passado. Todo ser humano tem dificuldade de se adaptar a mudanças bruscas no padrão de vida. Em outras palavras, quem nunca viu tanto dinheiro antes sob sua responsabilidade, não consegue manter esse dinheiro por muito tempo. Inúmeros são os exemplos de ganhadores de prêmios de loteria que não só perderam o que ganharam, como passaram a viver em condições piores do que antes.
O problema é simples de compreender: todos querem ser ricos – e podem ser ricos, mas não se preparam para ser ricos. Ser rico não é apenas uma questão de dinheiro em conta ou patrimônios espalhados pelo mundo. É uma questão de atitude, é um estado de espírito. É muito mais uma questão de ser do que de ter.
E tudo começa da definição de riqueza que cada pessoa sustenta. Para algumas pessoas, ter R$ 10 no bolso é estar rica. Para outras, R$ 100 mil resolve todos os seus problemas financeiros. E para uma minoria, R$ 1 milhão é uma ninharia. Ter uma correta dimensão do que significam as cifras que representam seu patrimônio futuro e saber gerenciar mais do que possui hoje é fundamental para o candidato a milionário.
Há quem acredite que apenas acumular dinheiro é suficiente para alguém ser rico. Acumular riquezas é fácil; mantê-las é que são elas. Portanto, se queremos ser milionários, temos que pensar, falar, agir e nos sentir como milionários. E para isso, não precisamos ter o dinheiro. Precisamos ter atitude.
Para um “aporte” de R$ 190 milhões, é necessário colocar na ponta do lápis tudo o que será feito com o dinheiro, de investimentos e aplicações até as retiradas mensais para viagens e consumo pessoal. E, mesmo que contrate um contador ou administrador para isso, não poderá deixar que o contratado faça o que bem entender, sem verificar periodicamente se as contas estão “batendo”. Sim, um milionário não para de trabalhar, mesmo que não precise disso para viver, e o escritório dele seja a bordo de um navio ou à beira da praia.
O leitor provavelmente me perguntaria: “E você? O que faria com R$ 190 milhões?” Eu faria o “dever de casa”: 1) me pagaria com 10% do montante, para usar da forma que julgar melhor; 2) o restante seria dividido em partes menores e iguais, que seriam aplicados em investimentos diversos, como ações, fundos multimercado, títulos do Tesouro Nacional, imóveis (neste caso teria que constituir uma administradora para cuidar disso), entre outros, seguindo a regra de “não colocar todos os ovos no mesmo cesto”; 3) criaria uma Fundação para, com parte dos rendimentos obtidos nas aplicações financeiras, apoiar iniciativas de cunho social, promovendo o benefício de um grande número de pessoas e, ao mesmo tempo, diminuindo a mordida do Leão (Imposto de Renda). A partir destes 3 passos, faria todas as outras coisas que todo mundo faria, como ajudar parentes e adquirir bens. E viveria de renda pelo resto da vida...
Se o leitor fez a sua “fezinha”, desejo-lhe sorte!
A todos, um 2011 de muito sucesso e dinheiro!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ano Novo, Dívida Nova

Hoje comecei a ler o livro “Dívida Boa, Dívida Ruim”, de Jon Hanson (Best Seller). Na minha humilde opinião, é um “clássico” entre os livros de Educação Financeira; e, certamente, leitura obrigatória para todos nós, brasileiros, que nos afogamos em dívidas, geralmente ruins, nestes festejos de fim de ano. Dívida é como gravidez: na hora do prazer, ninguém pensa nela; mas quando aparece é, para a grande maioria, uma intrusa indesejável. Contudo, quando são planejadas, tanto uma como a outra são recebidas com naturalidade e até mesmo com alegria.
No livro citado, Hanson diferencia a dívida boa, ou seja, aquela que geram algum tipo de retorno no médio ou longo prazo – podemos até chamá-la de “investimento” – da dívida ruim, aquela que não gera nenhum tipo de retorno futuro. Exemplificando, as mensalidades de um curso de idiomas ou da faculdade podem ser consideradas uma dívida boa, enquanto que a compra de uma camisa nova e de grife – consequentemente, mais cara que outra similar, de uma marca menos conhecida –, quando se tem dez no guarda-roupa ainda pouco usadas, seria uma dívida ruim.
Claro que, a depender da situação, uma aquisição tanto pode se tornar uma dívida boa como uma dívida ruim. O mesmo curso de idiomas pode ser visto como uma dívida ruim caso seja interrompido no meio do caminho, ou se não tiver nenhuma utilidade prevista, não passando de apenas uma forma de mostrar status intelectual. E a camisa a mais pode ser boa se, por força de uma promoção ou por uma questão cultural do ambiente em que se vive ou trabalha, o uso de marcas caras seja um diferencial no “marketing pessoal”. Sim, isso é mais comum do que se imagina, lamentavelmente.
Seja como for, concordo com Hanson de que contrair uma dívida não implica, necessariamente, em algo ruim. O problema está no descontrole. Posso citar meu próprio exemplo: minha esposa e eu, juntamente com nossos familiares, decidimos não comprar presentes para trocarmos entre nós neste Natal. Ao invés disso, “nos demos” nossos próprios presentes, decididos em conjunto, a fim de não nos comprometermos mais do que podemos, tendo em vista o fato de estarmos financiando nosso apartamento e a proximidade do nascimento do nosso primeiro filho. Os presentes foram, na medida do possível, comprados a vista ou, quando a prazo, em parcelas fixas, sem juros. E limitaram-se a um presente para cada um, não nos permitindo seduzir pelas “ofertas” dos lojistas. Concentramo-nos em coisas realmente necessárias para nós, úteis e de uso diário. E ficamos satisfeitos com o que ganhamos de nós mesmos.
Por outro lado, períodos em que tradicionalmente se compram e trocam presentes são “armadilhas” a serem evitadas por toda pessoa educada financeiramente. Antecipar ou adiar as compras para períodos neutros, quando o comércio lança mão de promoções e liquidações para “desovar” o estoque, deve ser o hábito de qualquer consumidor consciente. Quem não se criticou intimamente alguma vez na vida por ter comprado um produto que, poucos meses depois, teve o preço reduzido, muitas vezes até pela metade? Essa é a grande vantagem da “recompensa adiada”, brilhantemente explicada no livro “O Motorista e o Milionário”, de Joachim de Posada e Ellen Singer. Outro livro altamente recomendado e que representa uma maravilhosa “dívida boa”! A aplicação daquela lição simples, mas difícil de seguir – no mundo consumista atual, é fundamental para todo aquele que deseja acumular fortunas e tornar-se um milionário.
Portanto, se o leitor está vivendo uma “ressaca moral” por ter contraído mais dívidas para o ano que se inicia, não se preocupe. Como disse o Mestre dos Mestres Jesus Cristo, “(...) nem eu te condeno. Vai e não peques mais”. Podemos converter nossas dívidas ruins em dívidas boas, na medida em que conferimos uma utilidade a elas que reverta em vantagens financeiras no decorrer do tempo: o aparelho celular novo que se torna ferramenta de trabalho; a mensalidade da TV por assinatura usada para assistir canais internacionais, para treinar o ouvido para o domínio de idiomas estrangeiros; a máquina de lavar que libera o tempo para a leitura de livros e outros estudos; e assim por diante.
Desejo a todos os nossos leitores um ano de 2011 de muitas realizações, através de Planejamento Financeiro, corretos investimentos em si mesmos e nos seus dependentes e, principalmente, atitudes ricas – magnanimidade, amor, misericórdia, alegria, entusiasmo, fé e decisão.
Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Desmistificando a Bolsa de Valores

Nos últimos dias estava lendo o livro “O assunto é bolsa”, de Carlos Alberto Sardenberg e Mara Luquet, uma obra que recomendo para todos que querem investir em ações, por duas razões: a primeira é que é um livro com linguagem bastante acessível e que abrange diversos aspectos com leveza, ou seja, qualquer pessoa pode ler e entender. A segunda razão é a própria importância deste tipo de investimento, que precisa fazer parte de qualquer planejamento de independência financeira, a não ser para aqueles que se sentem muito incomodados com o risco.

Este livro contribui também para desmistificar o investimento em ações, acabar com os mitos de que: investir na bolsa é o mesmo que jogar em um cassino; é preciso muito dinheiro para começar a investir; é preciso ficar o tempo todo acompanhando a bolsa, alucinadamente; os ganhos são necessariamente de curto prazo e; o seu amigo que ganhou dinheiro vai te ensinar e você também vai ganhar dinheiro. Então, vejamos:

- A bolsa é igual a um cassino: quem pensa assim é ESPECULADOR, não um INVESTIDOR. Verdadeiros investidores pensam de forma sustentável, entendendo que ganhar dinheiro com ações é um processo muito distante de ser aleatório ou exclusivamente de sorte. Os verdadeiros investidores se informam, pesquisam e simulam antes de sair colocando dinheiro como quem aposta em cavalos;

- É preciso ter muito dinheiro para começar a investir em ações: não é verdade! Já existem fundos e clubes de investimentos em ações, cuja aplicação inicial é de R$ 100,00. Além disto, mesmo para quem quer ser home broker (investidor que gerencia sua própria carteira) é possível começar com poucos recursos, ainda que seja mais difícil e menos recomendável;

- Tem que acompanhar o sobe e desce das ações o tempo todo: só precisa fazer isso quem investe ou especula através dos princípios de análise gráfica ou técnica, que considera as oscilações das cotações das ações e seus gráficos como tendências do que pode acontecer, e assim planejar compras e vendas de ações. Quem opta pela análise fundamentalista, que considera os aspectos econômico-financeiros das empresas, não necessita estar alerta o tempo todo;

- Os ganhos são imediatos: dificilmente se ganha dinheiro imediatamente com ações, há inclusive um consenso de que o forte deste tipo de investimento é o longo prazo, com perspectivas de bons ganhos quando são feitas boas escolhas. Este é outro pensamento típico de especuladores.

- Seu amigo ganhou dinheiro com ações e vai te dar umas dicas: se seu amigo, cunhado, pai, irmão ou tio vai te dar umas dicas, pense bem! O mercado de ações não é tão simplista assim, exige a formulação e revisão periódica de uma estratégia de investimentos. É preciso planejar e agir de forma estruturada. Uma pessoa pode ter tido um golpe de sorte e estar te dando uma dica que, na verdade, será uma roubada.

Desta forma, a grande contribuição dada por este livro, além, é claro, da expertise do Sardenberg e da Mara Luquet, e das estatísticas, é sem dúvida a perspectiva educativa e esclarecedora que diferencia um especulador (que é uma figura importante, para dar liquidez ao mercado) e um INVESTIDOR, bem como mostra que investir em ações não precisa ser estressante, pode até ser bem divertido.

Boa sorte a todos e um Feliz Natal!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Nanoeconomia e Economia de Escala: gerando fortunas do “zero”

Sou encantado com as possibilidades ilimitadas do ser humano de gerar riqueza. Diferentemente das escolas tradicionais de Economia, a qual é comumente definida como a "ciência da escassez", tendo como desafio a alocação de recursos escassos para obter produções cada vez maiores, minha concepção de riqueza é mais holística e, por isso mesmo, otimista. Eu costumo adotar a definição dada pelo prof. Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie: “riqueza é tudo aquilo que beneficia o homem”. Ele também defende que “tudo se origina na mente”. Com efeito, tudo o que hoje usufruímos como conforto, facilidades, inovação e novas tecnologias são oriundas do trabalho mental de inventores, inovadores, visionários e empreendedores. Ou seja, sua origem é a mente.
Desde que escrevi o artigo “Um império a partir de R$ 0,10”, uma ideia vem martelando minha cabeça: como desenvolver um negócio útil, ou seja, que ofereça produtos e serviços úteis e não seja apenas uma enganação, que gere retorno de R$ 0,10 por cliente, abrangendo um universo de 190 milhões de pessoas, ou seja, toda a população brasileira. Pode parecer maluquice, mas quantas invenções consideradas “maluquices” no passado, hoje são corriqueiras e completamente incorporadas ao nosso dia a dia? Lâmpadas e computadores são apenas dois exemplos.
Atualmente, acredito que somente os lavadores de para-brisas e os baleiros vendam algo (produtos e serviços) a R$ 0,10, e mesmo assim não possuem escala suficiente para alcançarem resultados fabulosos.
O que quero dizer com “escala”? Em linhas gerais, economia de escala é poder aumentar a oferta de produtos e/ou serviços sem gerar o mesmo aumento nos seus custos de produção. A grosso modo, “oferecer mais por menos”. Este termo é usado geralmente por grandes empresas, que possuem capacidade de produção elevada, mas com o advento da Internet e dos produtos e serviços virtuais, é possível verificar similaridades até mesmo nos nanoempreendimentos.
E o que são esses “nanoempreendimentos”? Segundo o Blog dos Administradores 2008, trata-se de “empreendimentos de um homem só”, ou seja, podemos enquadrar nessa definição o Empreendedor Individual, que gera rendimentos de até R$ 36 mil anuais, e o Empresário Individual (antiga Firma Individual), que pode ser de micro, pequeno ou médio porte. Para outros autores, são os empreendimentos que não se classificam como Microempresa, por não alcançarem o faturamento mínimo anual daquela categoria – cerca de R$ 240 mil/ano. O mercado informal, para o qual foi criado o registro como Empreendedor Individual, pode ser classificado dessa forma. Para o nosso caso em especial, vamos considerar apenas a primeira definição.
Um bom exemplo do que quero dizer está na iniciativa do jovem inglês Alex Tew, que criou o site de US$ 1 milhão ou “The Million Dollar Homepage”. Aos 21 anos, ele teve a ideia de vender cada pixel de uma home-page na Web por US$ 1, a fim de poder pagar os custos integrais de sua faculdade. O que parecia uma ideia maluca se tornou um dos maiores fenômenos de marketing da história da Internet, com diversas empresas tendo comprado seu “espaço” na página e na História. Depois da façanha, Tew tentou repetir o feito com o Pixelotto, que seguia a mesma filosofia do primeiro site, mas com o diferencial de oferecer um prêmio de US$ 1 milhão ao internauta que clicasse em um “link da sorte” aleatório, uma forma de atrair visitantes para seus anunciantes. A proposta não pegou e ele acabou encerrando o site pagando um prêmio de US$ 150 mil. Segundo alguns críticos, “um raio não cai no mesmo lugar duas vezes”. Ou seja, esperava-se dele mais inovação e ousadia.
O que depreender dessa história? Como o próprio Tew disse, ele não tinha nada a perder, a não ser cerca de 50 euros do registro da página na Internet e manutenção do site. E a repercussão extrapolou a própria Internet e ganhou o mundo. Entretanto, era um produto limitado: quando atingiu o limite da capacidade, não poderia gerar mais rendimentos. Ou seja, tinha escala, mas até um certo ponto, o da exaustão. De toda forma, o objetivo foi alcançado e Tew recebeu o seu US$ 1 milhão. Se a ideia fosse um rendimento constante e perpétuo, seria necessário pensar em outra coisa, mais sustentável. Quem se habilita?
Sucesso a todos!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Compra do carro (semi)novo: o sonho acabou?

Com a recente determinação da área econômica do Governo Federal de aumentar o compulsório dos bancos com o intuito de reduzir a oferta de crédito no mercado e, consequentemente, reduzir o incentivo ao consumo, a venda de carros novos e usados foi o setor que mais sentiu o impacto. Na época pós-crise financeira americana, como forma de impedir que o Brasil fosse fortemente atingido pela recessão, o governo implementou diversas políticas de estímulo ao consumo interno, tornando o país atraente para o investimento estrangeiro. Dentre estas políticas estava a redução do IPI para os eletrodomésticos chamados linha branca, eletroeletrônicos e automóveis.
Isso gerou a euforia do consumidor, que foi às compras e conseguiu realizar o sonho de trocar a velha geladeira e o carro por modelos novinhos em folha, pagando em suaves prestações e sendo cortejado por diversas instituições financeiras, ávidas por oferecer o crédito que transbordava dos cofres. Mas tudo o que é “doce”, uma hora tem que acabar. E a hora é agora, às vésperas do Natal.
Tanto crédito na praça despertou o “monstro” temido por todos: a inflação. Com ela, veio também a inadimplência, por conta das compras feitas para as festas tradicionais de fim de ano, a começar pelo Dia das Crianças. A fim de evitar um estrago maior, com uma corrida desenfreada às compras neste período de Natal e consequências funestas logo no início de 2011, a equipe econômica resolveu fazer todos apertarem o cinto. Em outras palavras, quem comprou, comprou; quem não comprou, fica pra próxima.
Algumas lojas de departamento e concessionárias, para atingirem suas metas de venda no ano, resolveram “financiar” os consumidores, mantendo as regras de crédito antigas para alguns produtos e por prazo limitado. Foi o que aconteceu com algumas marcas populares de automóveis, que mantiveram os valores de entrada abaixo dos 30% do valor total do veículo, por cerca de uma semana após a determinação do governo. É possível que, procurando muito e pechinchando, seja possível conseguir alguma facilidade de crédito.
Observando como educador financeiro, a medida do governo é bem vinda como forma de disciplinar o consumo. Contudo, só isso não basta. É preciso evitar o imediatismo consumista do nosso povo e isso só se consegue com educação e estímulo à formação de poupança. Com juros irrisórios, a poupança há muito deixou de ser uma aplicação atraente, mesmo para o consumidor disciplinado e conservador. Outro ponto a ser observado é a demora em definir a tão propalada reforma tributária, que enfrenta o lobby de governos estaduais e municipais, receosos de perder arrecadação. Por fim, o próprio governo precisa fazer o dever de casa, reduzindo seus gastos e colocando a casa em ordem.
Trata-se de um círculo vicioso: povo mal-educado financeiramente gera governo perdulário, que não investe em educação adequada para a população. Uma das pontas precisa tomar a iniciativa e é isso que todos nós que divulgamos a Educação Financeira em nosso país estamos fazendo. Estamos apenas começando...
Sucesso e muito dinheiro em 2011!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Educação Financeira a um clique de você!

Li hoje, na internet, um artigo da Você S/A (veja aqui) que fala sobre como a internet tornou a Educação Financeira algo amplamente acessível. O artigo mostra exemplos de pessoas que usam a internet como fonte de informação e de ação para melhorar sua situação financeira, além de listar perfis de twitter, sites e blogs ligados à Educação Financeira.

No caso dos brasileiros, a internet chegou quase ao mesmo tempo que o Plano Real (1994), sendo que este estabilizou a economia brasileira contra a inflação exagerada que a assolava, nos dando a possibilidade de realizar planejamento financeiro de longo prazo, abrindo espaço para o desenvolvimento da Educação Financeira em nosso país.

Sendo assim, vivemos um momento fabuloso, com muitas alternativas, mas ainda com a necessidade de educar financeiramente o maior número possível de pessoas, por duas importantes razões: 1ª): um povo educado financeiramente não tolera desperdícios (inclusive dos recursos públicos) e entende que seu enriquecimento individual serve ao desenvolvimento econômico e social, ou seja, coletivo e; 2ª): ainda que o caminho a trilhar não seja tão simples, é muito fácil obter informações e instrumentos de educação e controle financeiro pessoal.

Então, aproveite! Você tem ao seu alcance tudo que precisa para ser bem sucedido financeiramente. É só querer!

Até a próxima, 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sobre a corrente "mágica" dos R$ 2,00

Esta semana recebi, mais uma vez, um e-mail falando de um sistema “inteligentíssimo” que gera dividendos de “fantásticos R$ 300 mil ou muito mais" em poucos dias ou meses. Tudo graças à magia da Progressão Geométrica. Uma das variações do mesmo texto pode ser vista neste fórum. Segundo seu autor, que varia de nome a cada correio semelhante que recebo, com um investimento inicial de R$ 12,00, referentes a depósitos individuais de R$ 2,00 em seis contas-correntes informadas no corpo da mensagem, e o envio de pelo menos 250 e-mails replicando a mensagem.
A primeira vista, os cálculos são plausíveis e certamente o “negócio” daria os frutos prometidos, se não fossem alguns fatores a considerar.
O primeiro é que, como toda corrente, e como também consta no corpo da mensagem, muitas pessoas recebem a mensagem e a desconsideram, ou mesmo é descartada automaticamente pelo cliente de e-mail, que possui ferramentas anti-spam que filtram esse e outros tipos de mensagem enviadas em forma de corrente. Além disso, a mensagem sugere que se use as listas de endereços válidos de e-mail disponíveis no Orkut e por “fornecedores” de listas. Ou seja, você enviaria e-mails para pessoas que não o conhecem. Caro leitor, você depositaria algum dinheiro, por pouco que fosse, para alguém que não conhece – e nem mesmo viu o rosto? Caso a lista fosse de pessoas conhecidas ou próximas, a chance de êxito seria bem maior, mas se for pra ser assim, não faria sentido a corrente. Uma “vaquinha” entre amigos seria suficiente. Portanto, de 250 mensagens, talvez pouco menos da metade serão lidas e quase nenhuma gerará o depósito em conta. Diferentemente do informado na mensagem, 3% de retorno (cerca de oito pessoas) não é ser pessimista, é ser altamente otimista.
Segundo, o uso de listas de e-mails disponíveis no Orkut ou de “fornecedores”, obtidas geralmente de forma fraudulenta, constitui crime informático passível de punição mesmo com a nossa antiquada legislação. Disparar centenas ou milhares de e-mails de uma vez, como querem os criadores de correntes, gera instabilidade nas transmissões da Internet e causa diversos danos aos destinatários.
Terceiro, como a ideia é realização de depósitos individuais em contas-correntes de desconhecidos, onde não há nenhuma informação de quem está recebendo o dinheiro, esta é uma das formas preferidas dos narcotraficantes e demais tipos de criminosos organizados efetuarem a chamada “lavagem de dinheiro”. Uma forma eficiente, limpa e totalmente legal de serem financiados, supostamente passando despercebidos pela vigilância das instituições financeiras. Por isso mesmo, os bancos são orientados pelo Banco Central do Brasil a monitorar contas que apresentem pequenos depósitos em modalidade semelhante ao sugerido pela corrente. Acredito que nenhum leitor gostaria de ser confundido com traficantes ou bandidos.
Por último, se o método da corrente fosse tão bom assim como quer fazer acreditar, não precisaria encher nossa caixa de correio todos os meses e veríamos muitos multimilionários andando pelas nossas ruas.
Contudo, o princípio em que se baseia esta corrente não é de todo inválido. Na verdade, é a mesma base do Marketing Multinível (MMN), um negócio altamente lucrativo e totalmente legal, que envolve empresas legalmente constituídas e faz circular quantias assombrosas de dinheiro. Além da legalidade, uma das diferenças entre a corrente e o MMN é que neste último há o fornecimento de produtos e/ou serviços, o que agrega mais valor ao negócio. Não se trata mais de “doação” pura e simples, mas de auxílio mútuo através do atendimento de necessidades específicas.
Portanto, um negócio legal que ofereça algo de grande utilidade pública a valores módicos, usando uma eficiente divulgação, obedecendo os preceitos da ABEMD – Associação Brasileira de Marketing Direto e as regras anti-spam conforme o CGI.br, não só é possível como viável a qualquer leitor que esteja disposto a descobrir esta mina de ouro. Só depende de você.
Sucesso!

Passos para ficar milionário????????

Hoje eu li algo interessante no site Terra (clique aqui): um especial trazendo 15 dicas de economistas para se tornar milionário. Estas dicas estão apresentadas como "passos para ficar milionário". Particularmente, não gosto desta definição, porque fica parecendo com mais uma daquelas "fórmulas mágicas", típicas de obras com nomes tais como "Fique rico em 15 dias" ou "Fique rico sem se esforçar" e coisas parecidas.

Eu denominaria estas dicas como "hábitos e atitudes para ficar milionário", afinal a idéia de "passos" faz o processo de enriquecimento parecer meramente sequencial, um passo após o outro, quando na verdade, as boas práticas devem ser executadas constantemente e simultaneamente, senão vejamos: o primeiro "passo" fala em organização, algo que precisa ser reforçado a vida inteira, um processo que nunca termina e que é fundamental para o alcance e também para a manutenção da independência financeira.

Ao mesmo tempo em que o candidato a milionário se organiza, ele pratica outros 5 "passos", no caso: orçamento, economia diária (a dica proposta fala em R$ 10,00 diários), corte de gastos, busca por remunerações extras e investimentos. Estes 6 "passos", sobre os quais comentamos, juntos, são o processo de independência financeira! Do contrário, se o candidato a milionário organiza-se hoje e para de se organizar logo depois, quando começa a cortar gastos e obter receitas extras, ele voltará à "estaca zero" em pouco tempo.

Os outros 9 passos do especial são explicações a respeito de aplicações financeiras, o que é, claro, muito importante, pois são as formas de investimentos que provavelmente atraem mais pessoas, e que ainda suscitam muitas dúvidas.

É importante que os grandes portais da internet dediquem algum espaço para tratar de educação financeira e é importante também que os internautas, ao ler um artigo deste tipo, abstraiam os chavões (do tipo "passos para ficar milionário") e outros "penduricalhos", que terminam por distorcer a realidade e algumas vezes, escondem a essência e o que deve ser compreendido. Neste caso a essência é: o processo de independência financeira é contínuo, sem fim, e formado por etapas simultâneas.

Até a próxima,

sábado, 4 de dezembro de 2010

O seu futuro começa hoje!

Acabei de ler um post num blog da Você S/A (clique aqui) sobre um teste com crianças e marshmallows, que visava analisar a capacidade de adiar o recebimento de recompensas, uma característica fundamental para quem tem um projeto de independência financeira. A necessidade de controlar os impulsos de sair gastando vorazmente (e comprando tudo que se tem vontade) tende a ser compensada no futuro e esta é a recompensa que quero advogar aqui.

Economizar uma parte do que ganhamos é uma atitude de responsabilidade e inteligência com nosso futuro, ainda mais para quem tem sua renda exclusivamente ligada a um emprego, e o princípio é bastante simples: quando deixamos de gastar algum dinheiro hoje e investimos, teremos uma recompensa, seja através dos juros de aplicações financeiras, seja pelos ganhos de capital (comprar um bem por um preço e vendê-lo por preço maior), seja pelo pro-labore obtido como empresário. Esta recompensa impulsiona o montante economizado e vai te aproximar da independência financeira!!!!!

Trazendo esta explicação para uma realidade próxima, quero dizer que o 13º salário, na medida do possível, deve ter uma parte (a depender da situação, pode-se usar o 13ª inteiro) destinada para a amortização de dívidas (se houver), uma segunda parte destinada a investir na sua independência financeira (sua educação financeira se inclui nestes investimentos) e a última parte pode ser destinada a comprar uns presentes ou lembrancinhas e pagar a ceia natalina e de reveillon.

Lembre-se disso:  a construção de seu futuro começa hoje! Não deixe para depois!

Até a próxima!